Cuidadores de pessoas com deficiência em São Paulo passam a receber um piso salarial de R$ 1.804 a partir de 1º de julho, com direitos trabalhistas garantidos. A medida, aprovada pela Alesp, busca melhorar as condições da categoria.

Cuidadores de pessoas com deficiência no estado de São Paulo passam a ter um piso salarial mínimo de R$ 1.804 a partir de 1º de julho. Essa mudança, que se aplica quando não há um valor maior estabelecido por convenção ou acordo coletivo, foi formalizada pela lei 12.640, de 2007, atualizada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) no final de junho. A categoria foi reconhecida como parte dos trabalhadores domésticos por emenda da deputada Andréa Werner (PSB).
O novo salário mínimo paulista é superior ao nacional, que atualmente é de R$ 1.518. Além do piso salarial, os cuidadores de pessoas com deficiência agora têm acesso a direitos trabalhistas, como carteira assinada, contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego e aviso-prévio.
Na Grande São Paulo, o piso salarial estabelecido por convenção coletiva é de R$ 1.643,62, conforme o Sindicato das Domésticas. Esse valor deve ser respeitado nas cidades abrangidas pela convenção, podendo resultar em condições salariais superiores ao mínimo estadual. A regulamentação da atividade de empregado doméstico no Brasil foi promovida pela lei complementar 150, que reconheceu direitos trabalhistas e sociais.
Uma pesquisa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Internacional das Trabalhadoras Domésticas, revela que o Brasil possui quase seis milhões de trabalhadores domésticos, sendo mais de noventa por cento mulheres, das quais sessenta e seis por cento são negras. O estudo destaca que muitas enfrentam desafios como baixos salários e alta informalidade, com apenas vinte e cinco por cento tendo carteira assinada.
O levantamento também aponta que sessenta e quatro vírgula cinco por cento das trabalhadoras domésticas recebem menos que um salário mínimo. A secretária nacional da política de cuidados e família do MDS, Laís Abramo, enfatiza que a pesquisa confirma uma realidade que as trabalhadoras domésticas denunciam há tempos, mas que ainda é em grande parte invisível. Ela destaca que a sobrecarga física e emocional dessas profissionais é agravada por longos deslocamentos e a pressão para sustentar suas famílias.
Essa nova legislação representa um passo importante para a valorização dos cuidadores de pessoas com deficiência. A sociedade civil pode se mobilizar para apoiar iniciativas que promovam melhores condições de trabalho e dignidade para esses profissionais, contribuindo para um futuro mais justo e igualitário.

Eunice Paiva, advogada reconhecida por sua defesa dos direitos indígenas, foi homenageada pelo Boi-Bumbá Garantido no Festival de Parintins. Seu neto, Chico Rubens Paiva, emocionou-se ao receber o tributo.

O Capítulo Brasil do Comitê Pan-Americano de Juízes e Juízas para os Direitos Sociais e Doutrina Franciscana (Copaju) foi inaugurado na Universidade Católica de Brasília, promovendo ações sociais em defesa das minorias. O reitor Carlos Longo destacou a importância do comitê, idealizado pelo papa Francisco, e a atuação nacional que envolverá estudantes e professores em um trabalho multidisciplinar voltado à justiça social.

A Prefeitura de São Paulo identificou 32 ruas com usuários de drogas na região central, mas afirma que não há mais cenas abertas de uso na cidade. O prefeito Ricardo Nunes destaca avanços, embora o problema persista.

O Rio Grande do Sul lidera o Brasil em adeptos de religiões de matriz africana, com 3,2% da população, três vezes a média nacional. Viamão se destaca com 9,3% de praticantes, refletindo uma forte mobilização contra a invisibilidade da população negra.

A Prefeitura de Niterói propôs à ANTT investimentos para melhorar a infraestrutura da Ponte Rio-Niterói, visando reduzir congestionamentos e assoreamento no Canal de São Lourenço. As sugestões incluem novas faixas de acesso e uma conexão cicloviária, com o objetivo de otimizar o trânsito e a qualidade de vida da população.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional lançou uma nova linha do AgroAmigo, com R$ 1 bilhão para microcrédito rural, beneficiando 100 mil famílias no Norte e Centro-Oeste. O programa oferece condições acessíveis, como juros de 0,5% ao ano e prazos de até três anos para pagamento, visando apoiar agricultores familiares e promover inclusão produtiva.