Sonia Livingstone, pesquisadora de mídia e sociedade, destacou no Seminário Internacional sobre um futuro digital inclusivo que o maior desafio das crianças é ser ouvidas e seguras online. A especialista enfatizou a importância de escutar as opiniões dos jovens sobre o uso de tecnologias digitais, promovendo um diálogo que equilibre riscos e oportunidades.

Durante o Seminário Internacional sobre um futuro digital inclusivo, a pesquisadora Sonia Livingstone destacou que o principal desafio enfrentado pelas crianças atualmente é serem ouvidas e estarem seguras online. Livingstone, especialista em mídia e comunicação, enfatizou a necessidade de escutar as opiniões dos jovens sobre o uso das tecnologias digitais, comparando a luta das crianças contra as grandes empresas de tecnologia à história de Davi e Golias.
O evento, promovido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, celebrou os 20 anos da instituição, que realiza pesquisas sobre o acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no Brasil. Livingstone participou do painel “Educação e bem-estar de crianças e adolescentes no ambiente digital”, onde discutiu como garantir os direitos e o bem-estar dos jovens no contexto digital.
Em sua apresentação, a pesquisadora abordou as oportunidades e riscos associados ao uso das tecnologias digitais, adotando uma postura equilibrada em relação ao tema. Sua pesquisa revela como as plataformas digitais estão moldando as práticas cotidianas e as interações familiares e educacionais. Livingstone é uma defensora dos direitos das crianças na era digital e contribuiu para o Comentário Geral nº 25, um documento importante sobre o assunto.
Livingstone ressaltou a importância de ouvir as crianças e adolescentes para equilibrar os riscos e oportunidades do uso de dispositivos digitais. Ela mencionou um evento no Brasil onde ficou impressionada com a disposição política para incluir as opiniões dos jovens na formulação do novo currículo escolar. A especialista observou que muitas culturas estão mudando de uma relação autoritária entre pais e filhos para uma abordagem mais democrática.
Recentemente, Livingstone ouviu jovens no Reino Unido sobre a proibição de celulares nas escolas. Eles expressaram que não desejam uma proibição total, mas sim restrições negociadas que não interfiram no aprendizado. Os jovens acreditam que os celulares podem ser ferramentas valiosas de aprendizagem, e a proibição total poderia limitar essas oportunidades.
As vozes das crianças e adolescentes são essenciais para moldar um futuro digital mais inclusivo e seguro. Projetos que promovem a escuta ativa e a inclusão das opiniões dos jovens devem ser apoiados pela sociedade civil. A união em torno dessas iniciativas pode fazer a diferença na construção de um ambiente digital que respeite e valorize as necessidades das novas gerações.

Professor da UFMG, Adriano Machado, discute o uso ético da inteligência artificial na educação após usar IA para escrever uma carta romântica. A Comissão Permanente de IA da universidade busca diretrizes para sua integração.

A UFMG oferece quatro cursos gratuitos de extensão em educação digital, com foco em inteligência artificial e letramento digital, com inscrições abertas até 18 de julho. As aulas ocorrerão de 11 de agosto a 14 de setembro.

Lula critica a elite por falta de investimento em educação e anuncia R$ 74,4 milhões à UFF. Durante a inauguração do novo campus da Universidade Federal Fluminense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a vergonha da elite brasileira por não garantir acesso à educação aos mais pobres. Ele também anunciou um repasse significativo para a universidade e lançou iniciativas para apoiar cursinhos populares.

Brasil investiu R$ 490 bilhões em educação pública básica em 2022, revertendo queda anterior e representando 4,9% do PIB, com média de R$ 12,5 mil por aluno em 2023.

A classe média brasileira enfrenta um aumento alarmante na inadimplência, superando até mesmo a de alta renda, devido ao consumo impulsivo e à falta de educação financeira. Essa situação exige ações urgentes para promover planejamento financeiro e conscientização.

A Universidade de São Paulo (USP) lançou o Portal de Livros Abertos, disponibilizando mais de 1.100 livros digitais gratuitos para todos. A iniciativa visa democratizar o acesso ao conhecimento e fortalecer a memória científica da instituição.