Dados recentes mostram que a desigualdade educacional no Brasil aumentou entre 2013 e 2023, com estudantes pretos, pardos e indígenas apresentando pior desempenho em Matemática. A falta de formação adequada de professores agrava a situação, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. É urgente garantir acesso a melhores docentes para combater essa desigualdade.

Novas pesquisas revelam que a desigualdade na aprendizagem entre estudantes pretos, pardos e indígenas no Brasil aumentou entre 2013 e 2023, especialmente em Matemática. Os dados, coletados pelo movimento Todos Pela Educação e pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), mostram que a diferença em relação a estudantes brancos e amarelos se ampliou, evidenciando uma situação alarmante no sistema educacional.
Um dos fatores que contribui para essa desigualdade é o nível socioeconômico das famílias. Filhos de pais mais ricos e escolarizados têm vantagens desde o início da vida, que não estão relacionadas ao que ocorre em sala de aula. Apesar disso, é importante notar que mais jovens de menor nível socioeconômico estão conseguindo concluir a educação básica, embora os resultados dos testes de aprendizagem ainda sejam insatisfatórios.
A qualidade do ensino é outro aspecto crucial para combater essa desigualdade. Um levantamento da Nexus/Pesquisa e Inteligência de Dados, com base em dados do Inep, indica que a falta de formação adequada dos professores é mais pronunciada nas regiões com pior desempenho, como Norte e Nordeste. Essa situação levanta questões sobre a atratividade da carreira docente e a adequação da formação dos educadores.
Além disso, um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que alunos pretos e pardos frequentemente estudam em escolas com infraestrutura precária e corpo docente inadequado. Em um sistema educacional ideal, políticas públicas deveriam focar em amenizar essas desvantagens, oferecendo atenção especial aos estudantes que mais precisam.
Embora nenhum sistema educacional consiga eliminar completamente as desigualdades, alguns países apresentam melhores resultados, como demonstrado nas avaliações do Pisa. O conceito de equidade em educação é frequentemente mal interpretado como a busca por igualdade de resultados, desconsiderando a diversidade de trajetórias e aptidões dos alunos. Contudo, é urgente concentrar esforços para que os estudantes mais vulneráveis não tenham suas trajetórias prejudicadas.
Nesta situação, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visam melhorar a formação de professores e a infraestrutura das escolas são essenciais para garantir que todos os alunos tenham acesso a uma educação de qualidade. A mobilização em torno dessas causas pode ajudar a transformar a realidade educacional no Brasil.

A Universidade Guarulhos (UNG) oferece até 30 de julho mais de 3 mil vagas em cursos gratuitos de um dia, com certificação, em áreas como Saúde, Tecnologia e Comunicação. Os cursos visam qualificação profissional e ocorrem no campus Centro.

O Ministério da Educação (MEC) abriu inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2025, com mais de 112 mil vagas disponíveis. As inscrições vão até 18 de julho e priorizam estudantes em vulnerabilidade socioeconômica.

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) abriu inscrições para as Bolsas Sociais do segundo semestre de 2025, oferecendo 50% de desconto nas mensalidades. Os interessados devem ter concluído o Ensino Médio, não possuir diploma superior e atender a critérios de renda e desempenho no Enem. As inscrições são gratuitas e vão até 11 de agosto, com vagas nos campi de Curitiba, Londrina e Toledo. A seleção será baseada na análise documental e na nota do Enem, sem provas.

A professora aposentada Valéria Cláudia Laboissieree Ulhoa, de 77 anos, se formou em Educador Político Social em Gerontologia na Universidade de Brasília, destacando a importância do aprendizado e das novas amizades. As inscrições para o curso estão abertas até 17 de agosto.

Censo Escolar revela queda nas matrículas da pré-escola e do EJA, enquanto creches e ensino profissionalizante crescem modestamente, evidenciando estagnação na educação brasileira.

Favelivro se destaca ao inaugurar sua 50ª biblioteca comunitária no Rio de Janeiro, promovendo leitura. O projeto, que já conta com 49 bibliotecas, será celebrado com a participação de Patrícia Pillar e Edimilson Ávila como madrinhos. A iniciativa, que visa democratizar o acesso à literatura nas comunidades, é fruto de doações e envolvimento local, refletindo a importância da cultura como um direito.