O Hospital do Coração (HCor) criou uma dieta cardioprotetora brasileira, adaptando a dieta mediterrânea com ingredientes locais, com resultados positivos em pacientes do SUS. A pesquisa será expandida para 40 hospitais.

SÃO PAULO - O Hospital do Coração (HCor) lançou uma dieta cardioprotetora brasileira, adaptando a dieta mediterrânea com ingredientes locais e acessíveis. O projeto, em parceria com o Ministério da Saúde, visa atender especialmente a população das classes C e D, que enfrenta dificuldades financeiras para acessar alimentos saudáveis. Os resultados preliminares, publicados na revista científica Clinics, indicam que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que seguiram a nova dieta apresentaram perda de peso e redução significativa em fatores de risco cardiovascular.
A dieta mediterrânea é conhecida por seus benefícios à saúde do coração, sendo composta por peixes, frutas, legumes, cereais e azeite. No entanto, muitos desses ingredientes são caros e importados, o que limita seu consumo no Brasil. A proposta do HCor foi criar um cardápio que respeitasse os hábitos alimentares brasileiros, utilizando alimentos como pescada, sardinha, óleo de soja e castanhas do Pará.
Eduardo Fernandes Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, destacou a importância de uma abordagem acessível para a população vulnerável. A nova dieta foi dividida em três grupos de alimentos, representados pelas cores da bandeira brasileira: verde (frutas, verduras e legumes), amarelo (pães e massas) e azul (carnes e peixes). Essa divisão facilita a montagem do prato e a adesão à dieta.
O projeto-piloto envolveu cento e vinte pacientes que sofreram eventos cardiovasculares. Eles foram divididos em três grupos: um recebeu a dieta adaptada com acompanhamento semanal, outro recebeu a dieta mediterrânea com orientação semanal e o último teve acompanhamento mensal. Após três meses, os resultados mostraram que o grupo que seguiu a dieta adaptada teve uma redução mais significativa nos índices de sobrepeso e obesidade.
Além disso, a pressão arterial dos pacientes que seguiram a dieta adaptada melhorou, mesmo com o uso de medicação. Isso sugere que uma alimentação saudável pode auxiliar na redução da dependência de medicamentos. Carlos Magalhães, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), elogiou a iniciativa, ressaltando que a adaptação da dieta mediterrânea à realidade brasileira pode facilitar a adesão da população.
Iniciativas como essa são fundamentais para promover a saúde e o bem-estar da população. A união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar projetos que visem a melhoria da alimentação e a prevenção de doenças. Ao contribuir para ações que incentivem dietas saudáveis e acessíveis, podemos ajudar a transformar a realidade de muitos brasileiros.

O consumo excessivo de sal, principal fonte de sódio, eleva a pressão arterial e aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), com brasileiros ingerindo o dobro do recomendado pela OMS. A hipertensão, que afeta 30 milhões no Brasil, é o principal fator de risco para AVC e infarto. Reduzir o sal na dieta é essencial, e temperos naturais podem ser uma alternativa saborosa.

Levantamento revela que idosos com comorbidades enfrentam alto risco de internação e óbito por vírus sincicial respiratório (VSR), destacando a urgência de vacinas na rede pública até 2026. Especialistas alertam para a gravidade da situação.

Aumento nas internações por dengue em São Paulo preocupa. Pesquisa revela que 89% dos hospitais enfrentam alta nas internações, com UTI e tempo de permanência em crescimento.

Preta Gil chegou aos Estados Unidos para dar continuidade ao tratamento contra o câncer de intestino, recebendo apoio de amigos como Ivete Sangalo. Ela deve permanecer no país por até dois meses em busca de novas opções terapêuticas.

Startup Robeauté, cofundada por Bertrand Duplat e Joanna Cartocci, desenvolve micro robô para intervenções cerebrais. Testes clínicos em humanos começam em breve, prometendo diagnósticos e tratamentos inovadores.

Um estudo recente na revista Plos One revela que práticas espirituais podem prever boa saúde física, especialmente em idosos, desafiando a ideia de que a saúde precede a espiritualidade. A pesquisa, que acompanhou mais de três mil americanos, sugere que o engajamento religioso está associado a melhores condições de saúde, principalmente entre os mais velhos. Especialistas ressaltam a importância da espiritualidade no tratamento, mas alertam para o equilíbrio entre fé e terapia médica.