Exame de proficiência para novos médicos é aprovado, visando melhorar a qualidade da formação médica no Brasil, onde a má educação impacta o sistema de saúde.

A formação médica no Brasil enfrenta sérios desafios, com um aumento no número de escolas de medicina que priorizam a quantidade de alunos em vez da qualidade do ensino. Essa situação compromete o sistema de saúde e o atendimento aos pacientes. Em resposta a essa crise, foi aprovada em dezembro de 2024, no Senado, uma proposta para a criação de um exame de proficiência para novos médicos, semelhante ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O exame, que ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados, visa avaliar as competências teóricas e práticas dos recém-formados em medicina. A implementação desse exame está prevista para um ano após a aprovação final, e sua criação busca garantir a qualidade do atendimento médico em um cenário de crescente formação de profissionais.
Atualmente, o Brasil possui mais de quatrocentas escolas de medicina, a segunda maior quantidade do mundo, atrás apenas da Índia. Nos últimos dez anos, foram abertas 190 novas instituições, um número equivalente ao total de escolas criadas nos dois séculos anteriores. Muitas dessas faculdades não atendem a critérios básicos, como a disponibilidade de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para prática médica e um corpo docente qualificado.
A abertura indiscriminada de cursos de medicina resulta na formação de aproximadamente quarenta mil novos médicos anualmente, enquanto apenas vinte mil vagas estão disponíveis para residência. Essa discrepância leva muitos formandos a não buscarem especialização, optando por ingressar rapidamente no mercado de trabalho para quitar dívidas estudantis, o que compromete ainda mais a qualidade do atendimento.
Além disso, o governo federal tem contribuído para a deterioração do ensino médico ao ceder à pressão de grupos educacionais, autorizando a criação de novos cursos de baixa qualidade. Essa tendência pode resultar em um Brasil com mais de um milhão de médicos até 2035, mas com uma distribuição desigual, concentrada em grandes centros urbanos, sem garantir acesso a profissionais qualificados para toda a população.
Frente a essa realidade, a implementação de um exame de proficiência é uma medida necessária para assegurar a qualidade da formação médica. A Associação Paulista de Medicina (APM) defende essa iniciativa como um passo crucial para melhorar a capacitação dos estudantes e a qualidade do atendimento médico. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a melhoria do sistema de saúde e a formação de profissionais mais capacitados.

Estudo revela que estimulação elétrica leve no cérebro pode aumentar em até 29% o desempenho em matemática de alunos com dificuldades, promovendo maior igualdade intelectual. Pesquisadores alertam para questões éticas sobre o acesso à tecnologia.

O Boulevard Shopping Brasília lança o Clube dos Pequenos Leitores, um projeto mensal gratuito que promove a leitura infantil com contação de histórias e autógrafos de autores locais. A iniciativa visa fortalecer o hábito da leitura nas famílias e enriquecer a cena literária da capital.

Escola Serpro Cidadão Digital oferece curso gratuito de Braille para não cegos, promovendo inclusão e acessibilidade. Inscrições abertas na plataforma online.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou o curso gratuito Bolsa Futuro Digital, com o objetivo de formar 10 mil programadores em dois anos, priorizando estudantes da rede pública. As inscrições vão até 30 de maio.

A evasão escolar no Brasil continua alarmante, com um em cada três estudantes abandonando o ensino médio, especialmente entre jovens negros e de baixa renda. Dados da PNAD 2024 revelam que a necessidade de trabalhar e a falta de interesse são os principais motivos para essa desistência. A desconexão do currículo com a realidade dos jovens e a repetência agravam o problema, que começa na alfabetização. É urgente implementar soluções integradas, como incentivos e currículos mais relevantes, para garantir a permanência dos alunos na escola.
Estudo revela que 19,5 milhões de autônomos e informais no Brasil não contribuem para a Previdência, perdendo acesso à aposentadoria e benefícios do INSS. Especialistas alertam sobre a importância da contribuição e da documentação da união estável.