Impacto Social

Felca denuncia exploração sexual de menores na internet e defende supervisão parental nas redes sociais

Felipe Bressanim Pereira, o Felca, destacou em entrevista na TV a repercussão de seu vídeo sobre a exploração sexual de menores, que já soma 44 milhões de visualizações. Hytalo Santos e seu marido foram presos. Felca defende supervisão parental nas redes sociais.

Atualizado em
August 17, 2025
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Felca no Altas Horas — Foto: TV Globo/Evelyn Costa

O youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, abordou em uma entrevista na TV a repercussão de seu vídeo que denuncia a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet. O programa Altas Horas, exibido no sábado (16), destacou que o vídeo já alcançou 44 milhões de visualizações. Felca denunciou o influenciador Hytalo Santos, que, junto com seu marido, foi preso preventivamente na sexta-feira (15) por acusações de exploração de menores em conteúdos nas redes sociais.

Durante a entrevista, Felca enfatizou a importância da supervisão parental nas redes sociais. Ele afirmou que crianças não devem atuar como criadoras de conteúdo online, pois isso pode expô-las a materiais inadequados. "É muito fácil a criança sair de uma animação divertida para um conteúdo não apropriado", alertou. O youtuber sugeriu que, caso os pais não consigam supervisionar adequadamente, o bloqueio das redes sociais é uma alternativa necessária.

Felca também comemorou o impacto do seu vídeo, que gerou discussões em nível nacional, chegando até ao Congresso Nacional. Ele recebeu relatos de pessoas assistindo ao vídeo em transportes públicos, o que demonstra a relevância do tema. O conteúdo do vídeo aborda a monetização e a exposição de crianças nas redes sociais, criticando a prática de "empresários mirins" que promovem uma visão distorcida de sucesso e riqueza.

O caso de Hytalo Santos é um dos mais graves, segundo Felca, que o acusa de tirar adolescentes de suas casas e expô-los de maneira sexualizada. Ele mencionou o caso de uma jovem que começou a ser explorada aos doze anos e que, aos dezessete, já havia passado por procedimentos cirúrgicos e aparecia em conteúdos com bebidas alcoólicas. Essas situações levantam questões sérias sobre a proteção de menores nas plataformas digitais.

Felca também explicou como os algoritmos das redes sociais podem facilitar a exploração sexual, recomendando conteúdos de acordo com interações dos usuários. Ele alertou que a idade mínima para criar perfis é de treze anos, mas isso não garante a segurança das crianças. O influenciador destacou a necessidade de os pais estarem atentos a sinais de comportamento inadequado, como o uso de códigos por pedófilos nas redes.

Com a prisão de Hytalo Santos e seu marido, as investigações sobre exploração infantil ganham força. A sociedade deve se mobilizar para apoiar iniciativas que protejam crianças e adolescentes de abusos e exploração nas redes sociais. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos.

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