Foi anunciado o Fórum de Líderes Locais da COP30, que ocorrerá no Rio de Janeiro de 3 a 5 de novembro, reunindo prefeitos e governadores para discutir soluções climáticas locais e financiamento. O evento, que antecede a conferência em Belém, visa destacar o papel das cidades na luta contra a crise climática e reforçar o multilateralismo.

A presidência da COP30 e a ONG Bloomberg Philanthropies anunciaram o Fórum de Líderes Locais da COP30, que ocorrerá de 3 a 5 de novembro no Rio de Janeiro. O evento reunirá prefeitos, governadores e líderes subnacionais com o intuito de discutir soluções climáticas locais e demonstrar como as cidades e regiões estão avançando em direção às metas climáticas globais. Esta será a primeira vez que a COP30 será realizada no Brasil, em Belém, entre 10 e 21 de novembro.
O Fórum foi apresentado durante a London Climate Action Week, em uma reunião que contou com a presença de Michael R. Bloomberg, Enviado Especial do Secretário-Geral da ONU para Ambição e Soluções Climáticas, e Ana Toni, CEO da COP30. O objetivo é evidenciar como políticas locais inovadoras podem melhorar a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, contribuir para as metas climáticas globais.
O Embaixador André Corrêa do Lago, Presidente-Designado da COP30, destacou a importância do evento, afirmando que ele servirá como uma plataforma essencial para ressaltar o papel das cidades e regiões na implementação de soluções climáticas eficazes. As demandas do Fórum incluem a triplicação da energia renovável até 2030, a duplicação da eficiência energética e a mobilização de pelo menos R$ 1,3 trilhão anualmente até 2035 para apoiar os países em desenvolvimento.
O Fórum também busca reforçar o multilateralismo e acelerar a implementação do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global a menos de 2°C. Bloomberg enfatizou que, para alcançar as metas do Acordo, é necessário que as nações ajam de forma mais rápida e que cidades e estados liderem esses esforços.
Os principais eventos do Fórum incluirão discussões sobre como desbloquear financiamento para ajudar líderes locais a cumprir seus compromissos climáticos e aumentar a resiliência. Philip Yang, Enviado Especial da COP30 para Soluções Urbanas, ressaltou que a posição do Brasil como anfitrião oferece uma oportunidade única para moldar uma cúpula focada em resultados concretos.
Com a realização do Fórum de Líderes Locais, a sociedade civil tem a chance de se mobilizar em torno de iniciativas que promovam soluções climáticas. A união em torno de projetos que busquem financiamento pode ser crucial para apoiar as ações necessárias e garantir um futuro sustentável para todos.

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, alertou que os altos preços dos hotéis em Belém podem comprometer a presença de delegações, afetando a legitimidade das negociações climáticas. Países pedem alternativas.

A Carbon2Nature Brasil e a Biomas investem R$ 55 milhões no Projeto Muçununga, que restaurará 1,2 mil hectares de Mata Atlântica na Bahia, gerando 525 mil créditos de carbono em 40 anos. A iniciativa, que envolve o plantio de quase 2 milhões de mudas nativas, promete recuperar a biodiversidade e impulsionar a economia local com a criação de 80 empregos diretos.

Incêndios criminosos devastaram 1.035 hectares na Fazenda Experimental Edgárdia, em Botucatu (SP). O projeto Restaura Cuesta busca recuperar a vegetação nativa e promover educação ambiental.

Operação do Ibama e da Polícia Civil de Goiás na Terra Indígena Sararé foi atacada por garimpeiros, resultando em um ferido. A repressão ao garimpo ilegal na região se intensifica, com apreensões significativas.

O fórum “COP30 – O que o Brasil deve entregar ao mundo em Belém” reunirá especialistas em São Paulo para discutir sustentabilidade e desafios climáticos, com foco na Conferência das Nações Unidas de 2025. O evento, promovido por VEJA e VEJA NEGÓCIOS, contará com a presença do governador do Pará, Helder Barbalho, e abordará temas como agronegócio, preservação de florestas, transição energética e financiamento da economia verde.

O Brasil promove o conceito indígena de mutirão, mas aprova legislações que ameaçam a Amazônia e os direitos indígenas, como o PL da Devastação e projetos de infraestrutura. É urgente incluir os Povos Indígenas nas políticas climáticas.