O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará uma medida provisória para ampliar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde, contratando hospitais privados e criando novos cargos na Anvisa. A iniciativa visa reduzir as longas filas de espera, permitindo a troca de dívidas dos hospitais por serviços prestados ao SUS, com um teto de R$ 2 bilhões anuais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinará uma medida provisória nesta sexta-feira para aumentar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta inclui a contratação de hospitais privados, tanto por serviços tabelados quanto pela troca de dívidas, com um limite de R$ 2 bilhões anuais. A primeira modalidade permitirá que hospitais realizem atendimentos em áreas como oftalmologia, cardiologia e oncologia, enquanto a segunda possibilitará que dívidas de R$ 70 bilhões sejam convertidas em serviços prestados ao governo.
Antônio Britto, diretor executivo da Associação Nacional de Hospitais Privados, destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga do setor. Ele mencionou que muitos hospitais têm capacidade ociosa e podem ajudar a reduzir as longas filas de espera no SUS, onde pacientes aguardam, em média, 57 dias para consultas. Britto enfatizou a importância de utilizar essa estrutura disponível para beneficiar a população.
A medida provisória também prevê a criação de 319 novos cargos efetivos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa ação visa fortalecer a fiscalização e controle dos novos equipamentos que serão integrados à rede de saúde. A criação dos novos postos ocorre após a aprovação de um projeto de lei que recompõe os salários dos servidores e permite a reestruturação das carreiras na Anvisa.
O governo espera que essa medida represente uma nova fase do programa Mais Acesso a Especialistas, lançado em 2024. O objetivo é encaminhar pacientes para clínicas e hospitais privados, que poderão abater suas dívidas com o governo em troca da prestação de serviços. Lula expressou a expectativa de que essa iniciativa se torne um projeto emblemático na área da saúde, ressaltando a urgência em ver resultados concretos.
Dados do Ministério da Saúde, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, revelam que o tempo médio de espera para consultas no SUS atingiu níveis alarmantes. A média de 57 dias para atendimento é um reflexo da necessidade de ações imediatas para melhorar o acesso à saúde no Brasil. O governo busca, assim, uma solução que beneficie tanto os pacientes quanto os hospitais.
Nessa situação, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que melhorem o acesso à saúde. Projetos que visem a redução das filas e a ampliação do atendimento especializado são essenciais e podem ser impulsionados pela mobilização da comunidade. A colaboração entre cidadãos e instituições pode fazer a diferença na vida de muitos que aguardam por atendimento médico.

O trabalho doméstico no Brasil está em transformação, com aumento de cuidadores pessoais, especialmente de idosos, refletindo a demanda crescente por assistência. Apesar disso, a precarização persiste, afetando principalmente mulheres negras.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou a favor do pagamento do BPC a mulheres vítimas de violência doméstica, acompanhando o relator Flávio Dino. O julgamento pode redefinir a responsabilidade do INSS e da Justiça estadual.

O caso de Alice, uma menina brasileira autista não verbal, que aguardou 50 dias para se reunir com seu cão de companhia, inspirou a "Lei Teddy", proposta pela deputada Inês de Sousa Real. O projeto visa proibir o transporte de animais no porão de aviões, garantindo dignidade e segurança para famílias com necessidades especiais. O pai de Alice expressou esperança na aprovação da lei, ressaltando a importância de direitos para pessoas com deficiência.
Prótese de bambu e resina de mamona, desenvolvida na Unesp, será comercializada por menos de R$ 2 mil, visando reduzir a fila de espera no SUS para amputados. A inovação, que combina materiais sustentáveis e acessíveis, promete atender a demanda crescente por próteses no Brasil, onde mais de 31 mil amputações ocorreram em 2022.

A Escola Olodum inaugura sua nova sede no Museu da História e Cultura Afro-Brasileira no Rio, oferecendo cursos gratuitos de percussão, canto e dança afro a partir de dez anos. O evento, que ocorre em 29 de maio, também marca o lançamento do livro "Pedagogia Olodum", que aborda a metodologia educativa da instituição e sua relevância na luta antirracista.

Sônia Gomes de Oliveira, assistente social e presidente da Comissão Nacional do Laicato Brasileiro, foi convidada a participar do sínodo no Vaticano, onde leigos e mulheres terão direito a voto pela primeira vez. Essa mudança histórica, promovida pelo papa Francisco, representa um avanço significativo na inclusão de vozes femininas na Igreja Católica, apesar das resistências de setores conservadores. Sônia, que atua com grupos vulneráveis, expressa preocupação com possíveis retrocessos e destaca a importância da participação feminina na Igreja.