A Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS) divulgou um estudo inédito sobre 12.530 pacientes, revelando desafios e características demográficas de quem vive com doenças raras no Brasil. O estudo, publicado no Orphanet Journal of Rare Diseases, destaca a importância da colaboração entre centros especializados para melhorar o acesso ao diagnóstico e à qualidade de vida dessa população.

As doenças raras (DRs) impactam milhões de pessoas em todo o mundo, com mais de seis mil condições identificadas, sendo aproximadamente 72% de origem genética. No Brasil, considera-se rara qualquer doença que afete até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes. Estima-se que entre 3,5% e 8% da população global viva com alguma DR, o que representa entre sete e dezesseis milhões de brasileiros. A falta de dados confiáveis sobre essas condições tem dificultado a formulação de políticas públicas adequadas.
Em resposta a essa lacuna, foi criada a Rede Nacional de Doenças Raras (RARAS) em 2020, um inquérito epidemiológico financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A rede reúne hospitais universitários, serviços de triagem neonatal e centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de fortalecer a atenção às pessoas com DRs no Brasil. Um marco importante dessa iniciativa foi a publicação do primeiro estudo epidemiológico nacional sobre o tema, que analisou dados de 12.530 pacientes atendidos em 34 unidades de saúde entre 2018 e 2019.
Os resultados do estudo, publicado no periódico Orphanet Journal of Rare Diseases, revelam informações cruciais sobre a população afetada. A idade mediana dos participantes foi de quinze anos, com uma ligeira maioria feminina (50,5%). Aproximadamente 47% dos pacientes se autodeclararam pardos. A maioria (63,2%) já tinha diagnóstico confirmado, sendo as condições mais frequentes a fenilcetonúria, fibrose cística e acromegalia. Os sintomas mais comuns incluíam atraso global do desenvolvimento e crises convulsivas.
A "odisseia diagnóstica", que é o tempo médio entre o início dos sintomas e a confirmação do diagnóstico, foi de cinco anos e quatro meses, evidenciando os desafios enfrentados por pacientes e famílias. Entre os diagnósticos confirmados, 52,2% foram de natureza etiológica, enquanto 47,8% foram baseados em critérios clínicos. Apenas 1,2% dos diagnósticos ocorreram no período pré-natal. O estudo também destacou taxas de recorrência familiar de 21,6% e consanguinidade de 6,4%.
Em relação aos tratamentos, a terapia medicamentosa foi a mais comum, utilizada em 55% dos casos, seguida por abordagens de reabilitação (15,6%). Internações hospitalares foram registradas em 44,5% dos casos, com uma taxa de mortalidade de 1,5%, principalmente relacionada a doenças do neurônio motor e fibrose cística. O SUS financiou a maior parte dos diagnósticos (84,2%) e tratamentos (86,7%), reforçando seu papel na assistência a essa população, embora a rede de atenção especializada ainda seja insuficiente.
A Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, em vigor desde 2014, estabelece diretrizes para promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento. Apesar dos avanços recentes, o Brasil ainda carece de um sistema estruturado de registro de doenças raras. A continuidade desse esforço é vital para melhorar o acesso ao diagnóstico e à qualidade de vida dos afetados. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar iniciativas que visem melhorar a assistência a essas pessoas e suas famílias.

Três grandes painéis publicitários serão instalados na fachada do Edifício São João, em São Paulo, para arrecadar recursos para sua restauração, que já custou R$ 8 milhões e deve durar até 24 meses. A iniciativa, viabilizada por um decreto de 2017, permitirá que a empresa responsável pela reforma, a Tivio Capital, venda o espaço publicitário, contribuindo para melhorias no imóvel tombado.

A influenciadora Wanessa Moura lançou uma campanha de moda praia que desafia estereótipos de beleza, em resposta à polêmica gerada pela atriz Sydney Sweeney. Com um slogan provocador, a campanha promove um diálogo sobre inclusão e representatividade.

Bruna Menezes, Miss Eco Rio de Janeiro, usará sua plataforma para destacar a sustentabilidade e a justiça social, abordando a falta de saneamento nas comunidades cariocas. Sua trajetória inspira meninas a sonhar.

A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) realizará a 25ª edição do Dia da Mulher, oferecendo serviços gratuitos em diversas áreas. O evento, que acontece no Nuclão da DPDF, visa promover a equidade de gênero e já atendeu mais de 42 mil mulheres desde maio de 2023.

A deputada estadual Dani Alonso foi reeleita presidente da Comissão de Defesa e dos Direitos das Mulheres na Assembleia Legislativa de São Paulo, ressaltando a necessidade de apoio masculino para ampliar a representatividade feminina. Atualmente, a Alesp conta com poucas mulheres em posições de liderança, e a parlamentar enfatizou a importância de discutir a presença feminina em comissões e na mesa diretora.

A Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) lançará a nova linha de Microcrédito Produtivo Orientado em Campo Grande (MS) nos dias 2 e 3 de junho, durante a Caravana da Sudeco. O evento, que visa orientar pequenos empreendedores sobre acesso a crédito, contará com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e terá apoio do SEBRAE e instituições financeiras. A iniciativa busca promover inclusão produtiva e desenvolvimento regional, com expectativa de se tornar um serviço permanente na região.