O Brasil incorporou o Zolgensma ao SUS para tratar a atrofia muscular espinhal em crianças, com investimento de R$ 959 milhões e monitoramento por cinco anos. O tratamento, considerado o mais caro do mundo, atenderá 137 pacientes com AME tipo 1, priorizando crianças até seis meses. As primeiras aplicações ocorreram em Brasília e Recife, com acompanhamento clínico rigoroso.

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 959 milhões na aquisição do Zolgensma, o medicamento mais caro do mundo, para tratar a atrofia muscular espinhal (AME) em crianças. Este tratamento, que será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), visa atender a aproximadamente 137 pacientes nos próximos dois anos, com foco em crianças com até seis meses de idade e que não utilizem ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas diárias.
A AME é uma doença rara e degenerativa que afeta um a cada 100 mil brasileiros, totalizando cerca de duas mil pessoas. A condição é causada por uma alteração no gene responsável pela produção da proteína SMN, essencial para a proteção dos neurônios motores. Sem essa proteína, os neurônios morrem, comprometendo funções motoras, respiratórias e de deglutição. O Zolgensma atua corrigindo essa deficiência genética através de terapia gênica.
O custo médio de cada dose do Zolgensma é de aproximadamente US$ 2,5 milhões, equivalente a cerca de R$ 14 milhões. No entanto, o governo conseguiu negociar o valor para R$ 7 milhões por dose. Até o momento, quinze pedidos de acesso ao medicamento foram recebidos, e cada caso passa por uma avaliação clínica individualizada antes da aplicação, que pode ser realizada em 31 serviços de saúde em 14 estados brasileiros.
As primeiras aplicações do Zolgensma ocorreram recentemente em hospitais de Brasília e Recife, onde duas bebês receberam o tratamento. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância do acesso a essa terapia inovadora, afirmando que seria impossível para as famílias arcarem com o custo do medicamento. As crianças foram priorizadas por estarem próximas do limite de idade para a infusão e por atenderem a todos os critérios clínicos necessários.
O Brasil se torna o sexto país a disponibilizar o Zolgensma em sistemas públicos de saúde, ao lado de nações como Espanha, Inglaterra, Argentina, França e Alemanha. Além do Zolgensma, o SUS também oferece outras opções de tratamento, como nusinersena e risdiplam, que atuam para evitar a progressão da AME. O pagamento pelo SUS será realizado em etapas, com 40% do valor pago no ato da infusão e o restante condicionado à evolução clínica do paciente.
Essa iniciativa representa um avanço significativo no tratamento de doenças raras no Brasil. A mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar famílias que enfrentam desafios semelhantes. A união em torno de causas como essa pode proporcionar esperança e recursos para aqueles que mais precisam, garantindo que mais crianças tenham acesso a tratamentos essenciais.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) intensifica a Atenção Primária à Saúde, com 95,9% das UBSs realizando testes rápidos para sífilis e 89,5% investigando óbitos maternos, promovendo avanços significativos na saúde pública.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugura novos serviços de oncologia no Hospital de Amor Interestadual de Lagarto, beneficiando mais de 2,9 milhões de pessoas em quatro estados. A iniciativa visa reduzir a distância no atendimento oncológico e inclui investimentos em tecnologia de patologia digital e ambulâncias do SAMU.

Um estudo recente revela que o treinamento respiratório em casa pode melhorar a função cardíaca em pacientes com doença de Parkinson, com resultados significativos após cinco semanas. Pesquisadores da UFF destacam a importância dessa prática acessível e não farmacológica para a qualidade de vida dos pacientes.

Preta Gil aguarda nova fase de tratamento contra câncer nos Estados Unidos, marcada para junho de 2024, enquanto realiza exames para terapias experimentais, cercada de apoio de amigos e familiares. A cantora expressou gratidão e amor em suas redes sociais, destacando a importância do suporte emocional durante essa jornada desafiadora.

ABRAHCT revela mapeamento das Unidades de Transição de Cuidados, com apenas 32% da demanda atendida. A Associação Brasileira de Hospitais e Clínicas de Transição (ABRAHCT) divulgou um estudo inédito sobre as Unidades de Transição de Cuidados (UTCs) no Brasil, revelando a existência de 2.573 leitos, sendo apenas 181 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O levantamento destaca a concentração desses serviços em regiões mais desenvolvidas, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e aponta uma cobertura de apenas 32% da demanda potencial. O setor, que movimenta R$ 41 milhões mensais e emprega mais de 4,7 mil profissionais, enfrenta desafios como a falta de integração entre os níveis de atenção à saúde e a escassez de profissionais especializados. A ABRAHCT propõe a criação de modelos de remuneração baseados em desempenho e a articulação de políticas públicas para melhorar a situação.

A prática regular de exercícios físicos é uma solução eficaz para combater a crescente depressão e ansiedade entre jovens, com aumento de atendimentos no SUS. Especialistas destacam a importância do exercício na saúde mental e física.