Saúde e Ciência

Hormônios sexuais podem ser a chave para tratar doenças mentais resistentes em homens e mulheres

Pesquisas recentes revelam que deficiências hormonais em homens e mulheres na perimenopausa podem estar ligadas a doenças mentais resistentes ao tratamento, sugerindo a necessidade de terapias hormonais. A saúde mental de milhões pode ser impactada positivamente por essa abordagem.

Atualizado em
July 14, 2025
Clock Icon
3
min
Os hormônios sexuais estrogênio, progesterona e testosterona, produzidos por homens e mulheres, são conhecidos reguladores de comportamento, humor e estresse - Adobe Stock

A relação entre hormônios sexuais e saúde mental tem ganhado destaque em pesquisas recentes, especialmente no contexto de doenças mentais resistentes ao tratamento, como a depressão. Estudo aponta que deficiências hormonais, particularmente em homens e mulheres na perimenopausa, podem estar ligadas a essas condições, sugerindo que terapias hormonais podem ser uma alternativa viável.

Relatos de usuários em plataformas como Reddit revelam a gravidade da situação. Um jovem mencionou estar "próximo de ser apenas mais um que se suicidou por causa da depressão". Uma mulher compartilhou seu luto pelos anos em que o suicídio parecia a única saída. Ambos encontraram respostas em baixos níveis de hormônios sexuais, uma área frequentemente negligenciada pelos psiquiatras.

Estudos demonstram que os hormônios sexuais, como estrogênio, progesterona e testosterona, desempenham papéis cruciais na regulação do comportamento e do humor. Pesquisas com mulheres na menopausa indicam que a terapia de reposição hormonal (TRH) pode aliviar sintomas de depressão e ansiedade, reduzindo a necessidade de antidepressivos.

Dados da Sociedade Endócrina revelam que aproximadamente 35% dos homens com mais de 45 anos sofrem de hipogonadismo, uma condição que resulta na produção insuficiente de testosterona. Sintomas como depressão e irritabilidade são comuns entre esses homens. Apesar de a terapia de reposição de testosterona (TRT) não ser uma prática padrão para tratar a depressão, evidências sugerem que pode ser benéfica.

Mulheres na perimenopausa também enfrentam riscos elevados de problemas de saúde mental. Um estudo da Universidade de Cardiff revelou que o risco de depressão maior e transtorno bipolar aumenta em até 112% durante essa fase. Sintomas como ansiedade e mudanças de humor podem ser sutis, dificultando o diagnóstico correto, o que demanda maior atenção dos profissionais de saúde.

É essencial que médicos e psiquiatras considerem os hormônios ao diagnosticar problemas de saúde mental. Embora a avaliação de testosterona em homens seja simples, a medição dos hormônios sexuais em mulheres é complexa devido às flutuações diárias. A conscientização sobre a relação entre hormônios e saúde mental pode levar a melhores tratamentos. A união da sociedade pode proporcionar suporte a iniciativas que busquem melhorar a saúde mental de homens e mulheres afetados por essas condições.

Folha de São Paulo
Quero ajudar

Leia mais

Hospital Regional de Ceilândia promove palestra sobre HTLV e prevenção da transmissão vertical em gestantes
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Hospital Regional de Ceilândia promove palestra sobre HTLV e prevenção da transmissão vertical em gestantes
News Card

Palestra no Hospital Regional de Ceilândia destaca prevenção ao HTLV em gestantes. Profissionais de saúde discutem diagnóstico precoce e acolhimento adequado.

Banho diário pode ser prejudicial à saúde da pele em idosos, alertam especialistas em geriatria
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Banho diário pode ser prejudicial à saúde da pele em idosos, alertam especialistas em geriatria
News Card

Estudos recentes indicam que idosos devem tomar banho de uma a duas vezes por semana para preservar a saúde da pele e evitar acidentes no banheiro, com alternativas de higiene recomendadas.

Vacinação contra a gripe é ampliada para toda a população acima de seis meses em São Paulo
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Vacinação contra a gripe é ampliada para toda a população acima de seis meses em São Paulo
News Card

A vacinação contra a gripe em São Paulo foi ampliada para toda a população acima de seis meses, com início em 20 de março de 2025, e agora faz parte do Calendário Básico de Vacinação. A Secretaria de Estado da Saúde destaca a importância da imunização, especialmente para grupos prioritários, como idosos e gestantes, que são mais vulneráveis a formas graves da doença. A cobertura vacinal até 15 de março era de 24,41%. A vacina leva até duas semanas para fazer efeito, sendo recomendada a vacinação antes da circulação do vírus.

Maria supera neuroblastoma com tratamento inovador e se torna símbolo de esperança para crianças com câncer
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Maria supera neuroblastoma com tratamento inovador e se torna símbolo de esperança para crianças com câncer
News Card

Maria, antes Aspen, superou um neuroblastoma de alto risco após tratamento inovador com inibidores de PARP e quimioterapia, resultando em remissão. Pesquisas sobre células T-CAR e mutações genéticas prometem avanços no combate à doença.

Ministério da Saúde cria Sala de Situação para monitorar infecções respiratórias e Influenza Aviária
Saúde e Ciência
Clock Icon
2
min
Ministério da Saúde cria Sala de Situação para monitorar infecções respiratórias e Influenza Aviária
News Card

O Ministério da Saúde lançou a Sala de Situação Nacional para monitorar infecções respiratórias e Influenza Aviária, visando ações coordenadas de vigilância e prevenção em todo o país. A medida surge em resposta ao aumento de casos de infecções virais e focos ativos da doença em aves, promovendo articulação entre áreas técnicas e parceiros estratégicos.

Campanha de vacinação contra a gripe avança no Distrito Federal com mais de 272 mil doses aplicadas
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Campanha de vacinação contra a gripe avança no Distrito Federal com mais de 272 mil doses aplicadas
News Card

A campanha de vacinação contra a gripe no Distrito Federal já aplicou 272 mil doses, com destaque para 11.861 no Dia D. A vacinação é crucial devido ao aumento de doenças respiratórias no Brasil. Grupos prioritários incluem crianças, idosos e gestantes.