O Hospital Israelita Albert Einstein lançou o programa "Raízes do Futuro", capacitando jovens de Paraisópolis para promover a transformação socioambiental até 2025, visando um legado sustentável. A iniciativa busca preparar novas gerações para enfrentar desafios climáticos e de saúde, promovendo ações concretas na comunidade.

As mudanças climáticas têm gerado impactos diretos na saúde, afetando especialmente as populações vulneráveis. Um estudo do Fórum Econômico Mundial estima que eventos climáticos extremos podem custar até US$ 1,1 bilhão até dois mil e cinquenta para o setor de saúde globalmente. Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, enfatizou a necessidade de ações integradas, que incluam educação e engajamento comunitário, para enfrentar esses desafios.
Em resposta a essa necessidade, o Hospital Israelita Albert Einstein lançou o programa "Raízes do Futuro", que visa capacitar jovens de Paraisópolis, em São Paulo, para promover a transformação socioambiental até dois mil e vinte e cinco. O projeto, que já está em andamento, foca na formação de alunos do primeiro ano do Ensino Médio Integrado ao Técnico do Programa Einstein, preparando-os para serem protagonistas em suas comunidades.
Sidney Klajner destacou que o programa é uma oportunidade concreta para que as novas gerações contribuam na construção de territórios mais sustentáveis e resilientes. A expectativa é que os resultados do programa transcendam seu período de execução, criando um legado duradouro em torno da agenda climática e da implementação de soluções verdes.
A escolha de Paraisópolis como local para o projeto não é acidental. A comunidade, que abriga cerca de cem mil habitantes, possui uma forte mobilização social e é um exemplo de (in)justiça climática, sendo desproporcionalmente afetada por eventos extremos, como enchentes e ilhas de calor, enquanto contribui pouco para a crise climática.
O programa "Raízes do Futuro" abrange três eixos principais, que vão desde conceitos fundamentais até aplicações práticas. Os estudantes participarão de aulas expositivas, dinâmicas em grupo e oficinas, abordando temas como desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e seu impacto na saúde. Além disso, as propostas desenvolvidas pelos alunos poderão se transformar em políticas públicas ou ações permanentes na comunidade.
Com a experiência acumulada ao longo dos anos em Paraisópolis, o Hospital Israelita Albert Einstein busca fortalecer sua presença e compromisso com a comunidade. A união de esforços pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a saúde e a sustentabilidade, ajudando a transformar a realidade de comunidades vulneráveis e a garantir um futuro mais justo e sustentável para todos.

O saneamento básico no Brasil se transforma em um motor de mudança social, com investimentos significativos de empresas como Aegea e Sabesp, visando melhorar a saúde e a inclusão. A Aegea investiu R$ 10,4 bilhões em 2024, ampliando serviços para 1,2 milhão de pessoas. A Sabesp planeja R$ 70 bilhões em cinco anos, priorizando comunidades vulneráveis.

O programa Agora Tem Especialistas realiza mutirões de saúde em comunidades indígenas da Amazônia, com mais de 12,5 mil atendimentos em uma semana, incluindo cirurgias oftalmológicas e consultas especializadas. Essa iniciativa visa reduzir desigualdades no acesso à saúde e melhorar a qualidade de vida das populações remotas.

Davi Calebe, jovem com Transtorno do Espectro Autista, relata avanços em socialização e desempenho escolar após participar do Grupo Interação do Adolescentro, que oferece apoio multidisciplinar.

Maurício Honorato, empresário carioca, fundou a startup Doutor-IA em setembro de 2024, visando melhorar diagnósticos médicos com Inteligência Artificial e democratizar o acesso à saúde no Brasil. A iniciativa surge após sua vivência com a precariedade do sistema de saúde, que culminou na morte de seu pai. Com a proposta de auxiliar médicos no atendimento, a plataforma busca reduzir diagnósticos errados e otimizar o fluxo de pacientes, garantindo saúde de qualidade a todos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a regulação das redes sociais em discurso no Mato Grosso, destacando casos de bullying e anunciando um investimento de R$ 42,8 milhões em recuperação agrícola.

O seminário "Financiamento climático" em São Paulo abordou estratégias para arrecadar US$ 300 bilhões anuais até 2035, enfatizando a agenda climática como motor de desenvolvimento econômico. Especialistas destacaram a necessidade de engajamento do setor privado e a criação de mecanismos financeiros para escalar investimentos.