Terceiro Setor

"Hub Amazonas é inaugurado para integrar refugiados ao mercado de trabalho na Região Norte do Brasil"

O Hub Amazonas foi inaugurado para integrar refugiados ao mercado de trabalho em Manaus, com a participação de 17 empresas e a meta de inserir 200 refugiados até o final do ano. A iniciativa busca promover inclusão e diversidade.

Atualizado em
June 26, 2025
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A grande maioria dos imigrantes venezuelanos estava desempregada ou na informalidade em 2022 – Imagem: André Coelho/Getty Images/AFP

O Brasil, especialmente a Região Norte, tem se tornado um importante destino para refugiados, principalmente da Venezuela, devido a crises humanitárias. Em um esforço para integrar essa população ao mercado de trabalho, foi inaugurado o Hub Amazonas do Fórum Empresas com Refugiados, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), o Pacto Global – Rede Brasil e o Instituto Hermanitos. O projeto visa engajar o setor privado e prevê a inserção de duzentos refugiados em Manaus até o final do ano.

De janeiro a junho de 2025, a Região Norte recebeu mais de doze mil refugiados, com Roraima liderando o número de acolhidos. O Amazonas, embora em terceiro lugar, se destaca como um polo de residência fixa para muitos que buscam melhores condições de vida. O estado acumulou cento e sete mil refugiados e migrantes nos últimos sete anos, com um aumento significativo nos pedidos de refúgio.

O diretor-presidente do Instituto Hermanitos, Tulio Duarte, destacou a importância do projeto para reconhecer a Região Amazônica como um espaço de oportunidades. Ele enfatizou que, apesar da legislação acolhedora do Brasil, ainda há desafios na implementação de políticas públicas específicas para refugiados, especialmente na revalidação de diplomas, que frequentemente leva profissionais qualificados ao subemprego.

O Hub Amazonas já conta com a adesão de dezessete empresas e um banco de talentos com centenas de refugiados cadastrados. As empresas participantes se comprometem a respeitar os direitos e a dignidade humana, promovendo um ambiente de trabalho mais inclusivo. Paulo Sérgio de Almeida, oficial de Meios de Vida do Acnur no Brasil, ressaltou a necessidade de iniciativas que garantam a inserção dos refugiados no mercado de trabalho.

Histórias de sucesso, como a de Gisela Alcalá, que superou desafios para se reposicionar profissionalmente, ilustram o impacto positivo do projeto. Gisela, que chegou a Manaus em 2018, encontrou oportunidades após receber apoio do Instituto Hermanitos. Outro exemplo é Liz Martinez, que fundou uma organização civil para apoiar mulheres migrantes, destacando a importância da comunicação e do conhecimento da legislação para a integração no mercado de trabalho.

O Hub Amazonas não apenas busca integrar refugiados, mas também valoriza a diversidade nas empresas, promovendo um ambiente mais plural. A expectativa é que o projeto amplie sua atuação nos próximos anos, ajudando a transformar a vida de muitos refugiados. Em um contexto de migração forçada, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar essas iniciativas e garantir que os refugiados tenham acesso a oportunidades dignas.

Carta Capital
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