A concessionária Iguá enfrenta uma multa de R$ 124,2 milhões da Agenersa por irregularidades na Estação de Tratamento de Esgoto da Barra, enquanto a Câmara Comunitária sugere que o valor seja destinado à despoluição da região.

A concessionária Iguá, responsável pelo saneamento em diversos bairros do Rio de Janeiro, foi notificada pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) sobre uma multa de R$ 124,2 milhões. A notificação ocorreu em 10 de agosto e se refere a infrações relacionadas à operação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Barra, que está em reforma e ampliação. A Agenersa já havia recomendado a revisão da concessão da empresa devido a irregularidades constatadas.
Entre as infrações listadas estão a paralisação indevida da ETE, o desvio de esgoto bruto para o mar, falhas no tratamento preliminar e primário do esgoto, e problemas no controle do rebaixamento do lençol freático, que causaram danos ambientais. A Câmara Comunitária da Barra da Tijuca (CCBT), que representa 400 condomínios, expressou satisfação com a ação da Agenersa e sugeriu que o valor da multa seja utilizado para despoluição da região.
Eduardo Figueira, diretor da CCBT, destacou que o investimento de R$ 250 milhões previsto em contrato para a dragagem das lagoas é insuficiente. Ele enfatizou que a multa não deve ser apenas um valor que vai para o caixa do Governo do Estado, mas sim um recurso direcionado a obras de esgotamento sanitário na Barra, para que a situação melhore efetivamente.
A Iguá, por sua vez, afirmou que apresentará defesa prévia à Agenersa e que as obras estão dentro do planejamento autorizado pelos órgãos competentes. A empresa justificou a necessidade de um bypass, que consiste em desviar e lançar os efluentes diretamente no emissário submarino, como uma solução técnica viável para a reforma da ETE.
Além disso, a Iguá ressaltou que relatórios do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) indicam que o bypass não comprometeu a balneabilidade das praias da região. No entanto, o Inea afirmou que o bypass só foi autorizado por dois meses, enquanto a Agenersa argumenta que as obras poderiam ser realizadas em etapas, evitando o despejo de esgoto sem tratamento no mar.
Nesta situação, a mobilização da sociedade civil é fundamental para pressionar por soluções efetivas e investimentos adequados na infraestrutura de saneamento. A união de esforços pode fazer a diferença na busca por um ambiente mais saudável e na proteção dos recursos hídricos da região.

A COP30, que ocorrerá em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro de 2025, divulgou seu calendário temático, promovendo a inclusão de diversos setores na discussão sobre a crise climática. A programação, com mais de 30 temas interligados, visa facilitar a participação de governos, empresas e sociedade civil, além de incluir eventos culturais e apresentações de projetos. Ana Toni, CEO da COP30, destaca a importância de engajar todos os setores na busca por soluções coletivas.

Microplásticos, partículas plásticas de até 1 mm, foram encontrados em tecidos humanos, levantando preocupações sobre doenças respiratórias e neurodegenerativas. A ciência busca soluções, mas ações individuais são essenciais.

Em 2025, o Fundo Clima direcionou R$ 805,4 milhões em empréstimos do BNDES, com 72% para energia renovável, destacando um projeto de R$ 500 milhões no Rio Grande do Norte. A transição energética avança.

O Observatório do Clima critica a organização da COP30 em Belém, apontando que os altos preços de hospedagem podem tornar o evento excludente e prejudicar a participação internacional. A falta de soluções do governo pode resultar em um evento esvaziado e com baixa credibilidade.

O Curupira, mascote da COP30, gera polêmica entre o deputado Nikolas Ferreira e o governador Helder Barbalho, que defende sua importância cultural e ambiental. A escolha visa destacar a preservação da Amazônia.

Pesquisadores da Coreia do Sul desenvolveram uma tecnologia que converte resíduos plásticos em hidrogênio limpo utilizando luz solar e água, prometendo reduzir a poluição e gerar energia renovável. O sistema fotocatalítico inovador, criado pelo Instituto de Ciências Básicas e pela Universidade Nacional de Seul, se destaca por sua estabilidade em diversas condições ambientais.