Saúde e Ciência

Intestino e cérebro: a conexão que influencia emoções e decisões na saúde mental

A microbiota intestinal impacta emoções e saúde mental, ligando-se a transtornos. Estudos mostram que desequilíbrios na microbiota podem levar a problemas como depressão e ansiedade.

Atualizado em
April 22, 2025
Clock Icon
3
min

Estudos recentes destacam a importância do intestino na saúde mental, revelando que ele pode influenciar nossas emoções e decisões. Conhecido como "segundo cérebro", o intestino possui um sistema nervoso próprio, o sistema nervoso entérico, que contém cerca de 500 milhões de neurônios. Essa rede se comunica com o cérebro por meio do nervo vago, formando o eixo intestino-cérebro, que permite ao intestino afetar o humor e o comportamento.

A microbiota intestinal, composta por trilhões de microrganismos, desempenha um papel crucial na produção de neurotransmissores. Aproximadamente noventa por cento da serotonina, o "hormônio da felicidade", é gerada no intestino. Além disso, a microbiota também influencia a produção de outros neurotransmissores, como o ácido gama-aminobutírico (GABA), que é fundamental na regulação da ansiedade e do humor.

Pesquisas indicam que desequilíbrios na microbiota intestinal, conhecidos como disbiose, estão associados a transtornos mentais como depressão, ansiedade e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). A disbiose pode impactar a produção de neurotransmissores e a resposta ao estresse, contribuindo para o surgimento desses problemas. Essa conexão entre intestino e cérebro revela a profundidade da influência da microbiota sobre nossas emoções.

Além de afetar o humor, a microbiota intestinal pode impactar comportamentos sociais e a tomada de decisões. Estudos sugerem que a composição da microbiota pode alterar a forma como o cérebro processa interações sociais, influenciando aspectos como empatia e confiança. Essa relação complexa entre a microbiota e a saúde mental destaca a necessidade de um olhar mais atento para a alimentação e o estilo de vida.

Para promover uma microbiota saudável, recomenda-se uma alimentação balanceada, rica em fibras, frutas, vegetais e grãos integrais. A inclusão de probióticos e prebióticos, presentes em alimentos fermentados, também é benéfica. Além disso, é importante evitar o uso indiscriminado de antibióticos, que podem desequilibrar a microbiota, e adotar práticas de redução do estresse, como meditação e exercícios físicos.

Essas informações ressaltam a importância de cuidar da saúde intestinal, que pode ter um impacto significativo na saúde mental. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar, especialmente em tempos de crescente preocupação com a saúde mental. Projetos que visem a conscientização e o apoio a tratamentos podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas.

Catraca Livre
Quero ajudar

Leia mais

Síndrome de Hulk: entenda o transtorno explosivo intermitente e como buscar ajuda profissional
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Síndrome de Hulk: entenda o transtorno explosivo intermitente e como buscar ajuda profissional
News Card

A Síndrome de Hulk, ou Transtorno Explosivo Intermitente (TEI), provoca explosões de raiva desproporcionais, afetando principalmente homens desde a infância. Especialistas ressaltam a importância de identificar sintomas como arrependimento pós-crise e a eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento.

Aumento na busca por diagnóstico de lipedema revela desconhecimento sobre a doença entre mulheres brasileiras
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Aumento na busca por diagnóstico de lipedema revela desconhecimento sobre a doença entre mulheres brasileiras
News Card

A demanda por diagnóstico e tratamento de lipedema aumentou 30% em consultórios dermatológicos, após reconhecimento da doença pela OMS e maior conscientização pública. A dermatologista Adriana Vilarinho destaca que mais de cinco milhões de mulheres no Brasil podem ter a condição sem saber. O lipedema, reconhecido oficialmente em 2019, é frequentemente confundido com problemas estéticos.

Aumento de internações por gripe no DF alerta para riscos respiratórios em tempos de frio e seca
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Aumento de internações por gripe no DF alerta para riscos respiratórios em tempos de frio e seca
News Card

Aumento de internações por influenza no DF chega a 42% em 2024, com crianças e idosos entre os mais afetados. Especialistas destacam a importância da vacinação e cuidados respiratórios no período de frio e seca.

Fernanda Lima destaca os desafios da menopausa e a necessidade de diálogo sobre saúde feminina
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Fernanda Lima destaca os desafios da menopausa e a necessidade de diálogo sobre saúde feminina
News Card

Fernanda Lima trouxe à tona os desafios da menopausa, revelando como a queda na libido impactou sua autoestima e casamento, destacando a subnotificação de diagnósticos entre mulheres. A endocrinologista Elaine Dias JK alerta para os riscos à saúde física e emocional, enfatizando a importância de tratamento adequado e multidisciplinar.

Menino é resgatado após afogamento em piscina e passa por reanimação cardiopulmonar no Riacho Fundo 1
Saúde e Ciência
Clock Icon
2
min
Menino é resgatado após afogamento em piscina e passa por reanimação cardiopulmonar no Riacho Fundo 1
News Card

Menino de 2 anos sofre afogamento em piscina e entra em parada cardiorrespiratória. Após ser resgatado por familiares e levado ao quartel dos bombeiros, a criança recebeu reanimação por 30 minutos, conseguindo restabelecer os batimentos cardíacos. Ele foi transportado inconsciente ao Hospital de Base. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal investiga as causas do afogamento.

Síndrome do comer noturno: entenda os sinais e como buscar tratamento para melhorar a qualidade de vida
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Síndrome do comer noturno: entenda os sinais e como buscar tratamento para melhorar a qualidade de vida
News Card

A síndrome do comer noturno é um transtorno alimentar que causa episódios de alimentação compulsiva à noite, afetando o sono e a qualidade de vida. Fatores como estresse e histórico de depressão são determinantes.