João Moreira Salles lança "Minha terra estrangeira" no festival É Tudo Verdade, abordando a realidade indígena no Brasil com debates programados. O filme é uma colaboração com o Coletivo Lakapoy.

João Moreira Salles, renomado documentarista brasileiro, lançou seu novo filme "Minha terra estrangeira" no festival É Tudo Verdade, que ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo. O documentário, que aborda a vida do líder indígena Almir Suruí e sua filha Txai Suruí, reflete sobre a condição dos povos indígenas no Brasil. A estreia aconteceu no dia 6 de abril de 2025, com sessões programadas e debates agendados para enriquecer a discussão sobre o tema.
O filme é o primeiro longa-metragem de Salles desde "No intenso agora", lançado em 2017. A produção foi realizada em colaboração com Louise Botkay e o Coletivo Lakapoy, que trazem uma perspectiva única ao retratar a realidade dos personagens. As exibições do filme são gratuitas, com senhas disponibilizadas uma hora antes das sessões, reforçando o compromisso do festival em democratizar o acesso ao cinema.
Em uma entrevista, Salles comentou sobre sua trajetória no festival É Tudo Verdade, que se tornou uma referência internacional em documentários. Ele destacou a importância da curadoria do festival, que seleciona filmes que refletem um ponto de vista e promovem debates relevantes sobre o gênero documental. O diretor também mencionou como a evolução tecnológica impactou a produção de documentários, tornando-a mais acessível e democrática.
O título "Minha terra estrangeira" carrega um significado profundo, referindo-se à condição dos indígenas que se sentem estrangeiros em sua própria terra. Salles explicou que a palavra "minha" é crucial, pois transforma a noção de "terra estrangeira" em uma reflexão sobre pertencimento e identidade. Essa abordagem é especialmente relevante em um momento em que os direitos dos povos indígenas estão em discussão no Brasil.
O documentário "Notícias de uma guerra particular", lançado há 25 anos, também foi mencionado por Salles, que refletiu sobre como sua obra influenciou o debate público e a polarização política no país. Ele destacou que a produção de documentários é uma forma de expandir os modos de representação e que a fé em filmar renasce com novas ideias e abordagens.
O impacto de "Minha terra estrangeira" pode ser significativo, especialmente em um contexto onde a visibilidade das questões indígenas é crucial. Projetos que buscam apoiar a luta dos povos originários e promover a conscientização sobre suas realidades devem ser incentivados pela sociedade civil. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na luta por direitos e reconhecimento.

A 15ª edição do "Dia dos Povos Indígenas" acontece no Parque Lage, de 18 a 21 de abril, com programação gratuita. O evento reunirá cerca de 400 indígenas de mais de 30 etnias, oferecendo exposições de artesanato, danças, palestras e oficinas. A presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã, Marize Guarani, destaca a importância da celebração para reconhecer a diversidade cultural e a resistência dos povos originários. A programação inclui atividades para todas as idades, como narração de histórias e rodas de conversa sobre os desafios atuais enfrentados pelos indígenas.

O 3º Festival Curta! Documentários premiou obras de destaque em sua edição de 2025, com mais de R$ 170 mil em prêmios. Os documentários "O Nascimento de H. Teixeira" e "Brizola" foram os grandes vencedores.

João Moreira Salles lança "Minha terra estrangeira" no festival É Tudo Verdade, abordando a realidade indígena no Brasil com debates programados. O filme é uma colaboração com o Coletivo Lakapoy.

Em 2026, o Passeio Público, jardim histórico no Centro, será revitalizado pela Secretaria de Conservação, com foco na recuperação de monumentos e paisagismo, ressaltando sua importância cultural.

O documentário "Eu Ouvi o Chamado: O Retorno dos Mantos Tupinambá" foi premiado no festival de Cannes 2025, destacando a busca de Célia Tupinambá por mantos sagrados de seu povo. A produção, dirigida por Robson Dias e Myrza Muniz, enfatiza a luta por reconhecimento dos direitos indígenas e a preservação cultural.

BNDES destina R$ 50 milhões para a recuperação do Museu Nacional, que reabrirá parcialmente em junho de 2024 e totalmente entre 2027 e 2028, após incêndio devastador em 2018.