Desmatamento de 5.000 hectares na mata atlântica em Santa Catarina gera disputa judicial entre o Ibama e a Klabin, que obteve liminar suspendendo embargos e multas enquanto novas áreas desmatadas foram identificadas.

O desmatamento de cinco mil hectares na mata atlântica em Santa Catarina gerou um conflito judicial entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a empresa Klabin. A Justiça Federal está analisando um pedido do Ibama para embargar áreas desmatadas pela Klabin, que obteve uma liminar suspendendo embargos e multas, enquanto novas áreas desmatadas foram identificadas.
A disputa se intensificou após uma lei estadual de Santa Catarina se sobrepor às normas federais de proteção ambiental. No ano passado, o Ibama embargou uma área de mil e cem hectares desmatados pela Klabin para a plantação de pinus, resultando em uma multa total de R$ 7,6 milhões. A Klabin nega qualquer irregularidade em suas operações.
A empresa conseguiu uma decisão liminar que não apenas suspendeu os embargos e as multas, mas também impediu o Ibama de fiscalizar suas atividades na região. Um dos três votos do julgamento já foi favorável ao Ibama, mas a liminar ainda impede ações contra a empresa. Em junho e julho deste ano, o Ibama constatou desmatamentos em cinco áreas, totalizando três mil e setecentos e oitenta hectares, mas não pôde agir devido à liminar.
Outras empresas e indivíduos que realizaram desmatamentos na área foram multados e tiveram suas atividades bloqueadas, enquanto a Klabin permanece isenta de sanções. A empresa afirma que suas operações estão em conformidade com a legislação vigente, citando a constitucionalidade da norma catarinense que define a proteção dos campos de altitude.
O impasse revela um conflito entre a legislação federal, que protege os campos de altitude acima de mil metros, e a lei estadual, que limita essa proteção a áreas acima de mil e quinhentos metros. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal, argumentando que a norma catarinense fere a Constituição Federal.
O Ibama aguarda o desfecho do caso na Justiça para retomar a aplicação das medidas de proteção. Os campos de altitude são ecossistemas ricos em biodiversidade, abrigando espécies ameaçadas e servindo como corredores ecológicos. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem à preservação ambiental e ao fortalecimento das legislações que protegem a natureza.

O cerrado brasileiro registrou uma queda de 20% nos alertas de desmatamento, enquanto a Amazônia teve a segunda menor área destruída desde 2015, apesar de um leve aumento. Dados do Deter mostram avanços na proteção ambiental.

A safra 2025/26 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve totalizar 77,2 milhões de toneladas, uma queda de 7,1% em relação ao ano anterior, devido a problemas climáticos. A maior parte da produção será destinada ao açúcar, com 52,4% do total.

Petrina, uma jovem loba-guará, foi equipada com uma coleira de geolocalização em Minas Gerais para ajudar na conservação da espécie ameaçada. O projeto "Lobos do Caraça" busca entender seus movimentos e promover políticas públicas.

A Prefeitura de São Paulo lançará um edital para abastecer ônibus com biometano, visando acelerar a descarbonização da frota, enquanto enfrenta desafios com a infraestrutura de carregamento de ônibus elétricos. A medida busca solucionar a paralisia de 40 ônibus elétricos por falta de energia e inclui a instalação de "superbaterias" da Huawei em garagens. A meta é ter 2.200 veículos não poluentes até 2028.

Após as tragédias de Brumadinho e Mariana, mineradoras adotam pilhas de rejeito, armazenando 70% dos resíduos da Vale dessa forma. Contudo, falta regulamentação e fiscalização para garantir segurança.

O Rio de Janeiro será a sede da conferência da Década do Oceano em 2027, destacando a urgência na proteção dos oceanos e a importância do Brasil nesse cenário global. O evento, organizado pelo governo federal e a prefeitura, reforça a identidade oceânica do país e sua trajetória em conferências climáticas, como a Rio92.