Um ciclone extratropical impacta o Sul e Sudeste do Brasil, trazendo ventos de até 100 km/h e temperaturas que podem cair a -6°C, com risco de geada e neve em Santa Catarina. A Marinha alerta para ressaca no mar.

O Brasil enfrenta atualmente um período de instabilidade climática, marcado pela formação de um ciclone extratropical entre os dias 27 e 28 de agosto. O fenômeno, que se originou na costa do Rio Grande do Sul, tem gerado ventos fortes e uma queda significativa nas temperaturas, com rajadas superando 100 km/h em localidades como Canguçu (RS). Meteorologistas alertam que, mesmo após o afastamento do ciclone para o alto-mar, seus efeitos continuarão a ser sentidos nos próximos dias, trazendo frio intenso e possibilidade de geada.
Os ciclones extratropicais são sistemas de baixa pressão que provocam condições climáticas adversas em larga escala, geralmente formados pelo contraste entre massas de ar quente e fria. A previsão indica que a ventania deve persistir até a noite de segunda-feira, com maior intensidade entre o litoral de Porto Alegre (RS) e Santos (SP), onde rajadas podem atingir entre 90 e 100 km/h. Na terça-feira, o ciclone começará a se afastar, mas ainda influenciará o clima nas regiões Sul e Sudeste.
Com a movimentação do ciclone, um corredor de ar frio está se aproximando, resultando em uma queda acentuada nas temperaturas em São Paulo, Rio de Janeiro e em toda a Região Sul. A Marinha do Brasil emitiu um alerta de ressaca, com ondas de até 3,5 metros entre Mostardas (RS) e Florianópolis (SC) até quarta-feira. A orientação é para que embarcações pequenas evitem navegar nessas áreas nos próximos dias.
As temperaturas devem despencar ao longo da semana, com mínimas previstas de até -6°C no Planalto Sul Catarinense. Em Porto Alegre, a madrugada de quarta-feira pode ser a mais fria do ano, com mínima de 6 °C. Curitiba deve registrar 4 °C, enquanto São Paulo pode ver mínimas de 5 °C em bairros ao sul. No Rio de Janeiro, a chegada do ar frio será mais gradual, com mínimas de 16 °C.
Além do frio, há chance de neve em áreas elevadas de Santa Catarina na noite de segunda-feira, devido à combinação de temperaturas baixas e umidade. A expectativa é que a terça e a quarta sejam os dias mais frios do ano para o Sul do Brasil, com risco de geada também no interior de São Paulo, sul de Minas Gerais e partes do Mato Grosso do Sul. A partir de quinta-feira, o frio deve começar a perder força, mas as temperaturas continuarão baixas no Centro-Sul.
Diante dessa situação climática desafiadora, é essencial que a sociedade se una para apoiar aqueles que podem ser afetados por essas condições adversas. Projetos que visam ajudar as comunidades impactadas pelo frio e pela instabilidade climática devem ser incentivados, promovendo a solidariedade e a recuperação das áreas mais vulneráveis.

Equipes do Ibama concluíram vistorias em Sergipe para a recuperação da Caatinga, promovendo troca de experiências e introduzindo diretrizes inovadoras, incluindo a abordagem ex situ. A ação visa padronizar procedimentos e acelerar a recuperação ambiental.

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional cria Comitê de Resiliência Climática. A iniciativa visa articular ações para enfrentar a crise climática e proteger populações vulneráveis.

Pesquisadores da USP e instituições parceiras analisaram a saúde do boto-do-araguaia, revelando diferenças sanguíneas entre indivíduos de áreas com distintas atividades humanas. A espécie, descoberta em 2014, enfrenta riscos de extinção.

Um projeto de monitoramento na Reserva Ecológica Estadual da Juatinga, em Paraty (RJ), revelou filhotes de Trinta-réis-de-bando e Trinta-réis-de-bico-vermelho, destacando a importância da preservação ambiental para a avifauna local. A iniciativa, em colaboração com a Universidade de Cornell, mapeia comportamentos migratórios e reforça a necessidade de ambientes seguros para reprodução.

Em 2024, o Brasil enfrentou um aumento alarmante nas queimadas, com 30 milhões de hectares devastados, 62% acima da média histórica, destacando a Amazônia como o bioma mais afetado. O relatório do MapBiomas Fogo revela que a Amazônia e o Pantanal sofreram as maiores destruições, com a Amazônia respondendo por 52% da área queimada. A situação exige ações urgentes para mitigar os impactos das queimadas e proteger a biodiversidade.

O Papa Leão XIV enviou um vídeo inédito ao Congresso das Universidades Ibero-americanas, enfatizando a crise climática e a relevância da COP30 na PUC-Rio, que celebra a encíclica Laudato Si'. O evento reunirá mais de 150 reitores de instituições da América Latina, Espanha, Portugal, Estados Unidos e Canadá. O cardeal Robert Francis Prevost, envolvido na organização, já discutiu o tema com o reitor da PUC-Rio, Anderson Antonio Pedroso.