Governadores de dezenove estados assinaram carta de apoio à COP 30, que ocorrerá em Belém, enfatizando a soberania da Amazônia e o compromisso com diretrizes climáticas globais. O evento visa fortalecer ações climáticas e promover a preservação ambiental.

Governadores de dezenove estados do Brasil assinaram uma carta de apoio à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, que ocorrerá em Belém em novembro. A assinatura aconteceu durante o XVII Fórum Nacional dos Governadores, realizado no Parque da Cidade, que será a sede principal do evento. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP 30, enfatizou a necessidade de implementar ações climáticas em todos os níveis, incluindo estados e setor privado.
O governador do Pará, Helder Barbalho, abordou a distribuição de leitos de hospedagem entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, destacando a importância de garantir que todos os participantes tenham acesso adequado durante a conferência. A carta assinada pelos governadores reafirma o compromisso com as diretrizes climáticas globais e a soberania da Amazônia, além de reconhecer os direitos dos povos originários da região.
O documento menciona que a realização da COP 30 na Amazônia é significativa não apenas por seu propósito, mas também pelas ações estruturais que estão sendo adotadas para garantir o sucesso do evento. Os governadores expressaram apoio irrestrito à Cúpula dos Líderes e à importância da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável na região amazônica.
O Fórum Nacional dos Governadores, coordenado por Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, foi uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre os estados. O evento contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa do Pará e a vice-governadora do estado, Hana Ghassan, que também é presidente estadual da COP 30.
Durante o encontro, o embaixador André Corrêa do Lago apresentou os eixos centrais da conferência, que incluem descarbonização, financiamento climático, justiça ambiental e transição energética. A programação da COP 30 será dividida entre a Blue Zone, dedicada às negociações oficiais, e a Green Zone, que promoverá debates com a sociedade civil e iniciativas de ciência e inovação.
A realização da COP 30 em Belém representa uma oportunidade única para o Brasil se posicionar como líder nas questões climáticas globais. A mobilização da sociedade civil em torno de projetos que promovam a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável é essencial. A união de esforços pode fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável para a Amazônia e para o planeta.

Uma família de bugios foi avistada em Quissamã, sinalizando um avanço na conservação da espécie ameaçada. O registro destaca a saúde do habitat e a necessidade de medidas protetivas.

A Cooperativa Vinícola Garibaldi criou um vinhedo experimental com 50 variedades de uvas para enfrentar as mudanças climáticas, resultando em novos vinhos, como o Palava, já em comercialização. O projeto, iniciado em 2019, visa testar a adaptação das castas ao clima da Serra Gaúcha e já apresenta resultados promissores.
O preço do café arábica disparou 70% em 2024, refletindo os impactos das mudanças climáticas nas lavouras brasileiras. Produtores enfrentam perdas e buscam novas técnicas para adaptação.

Um projeto de urbanização na Avenida Boa Vista em Itaipu gera preocupação entre moradores e ambientalistas, pois pode ameaçar áreas reflorestadas do Córrego dos Colibris. O Coletivo Córregos da Tiririca pede que a via mantenha largura e sentido únicos, como na margem oposta, para preservar a vegetação ciliar e evitar erosões. Desde 2018, o grupo recuperou 600 metros da margem esquerda, utilizando técnicas agroflorestais e mobilizando mais de 120 voluntários. A prefeitura ainda analisa o projeto e promete diálogo com a comunidade.

O Congresso Nacional aprovou o PL 2.159/2021, conhecido como "PL da Devastação", que facilita o licenciamento ambiental e pode legalizar a degradação dos biomas brasileiros. A medida contrasta com a emergência climática e gera preocupações sobre a proteção ambiental. A ministra Marina Silva deve convencer o presidente Lula da Silva a vetar o projeto, que representa um retrocesso nas políticas ambientais do país.

A COP30, em novembro, celebrará uma década do Acordo de Paris, destacando a necessidade urgente de ações climáticas efetivas, com foco em cidades e regiões. A inclusão de líderes locais é crucial para transformar compromissos em resultados tangíveis.