Meio Ambiente

COP30 em Belém: organização enfrenta desafios com acomodações e garante caráter inclusivo da conferência

A COP30 será realizada em Belém, Brasil, apesar das críticas sobre preços altos de hospedagem. O governo busca soluções acessíveis antes do prazo da ONU em 11 de agosto. André Corrêa do Lago e Ana Toni, líderes da conferência, reafirmaram a escolha da sede, enfrentando preocupações logísticas e a possibilidade de boicotes de nações participantes.

Atualizado em
August 1, 2025
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Ana Toni e André Corrêa do Lago, respectivamente CEO e Presidente da COP30, durante coletiva para apresentação da carta da Presidência em março deste ano. (Isabela Castilho/ COP30 Amazônia/Flickr)

André Corrêa do Lago e Ana Toni, presidente e CEO da COP30, confirmaram que a conferência climática ocorrerá em Belém, Brasil, apesar das críticas sobre os altos preços de hospedagem. Em coletiva de imprensa, Corrêa do Lago afirmou: "Quero deixar bem claro que a COP vai ser em Belém, o encontro de chefes de estado vai ser em Belém, e não há nenhum plano B." Essa declaração foi uma resposta a um grupo de 25 negociadores que questionaram a viabilidade do evento na capital paraense.

O diplomata reconheceu a gravidade da situação das acomodações, que teve um aumento de preços sem precedentes, multiplicando-se entre 10 a 15 vezes em relação aos valores habituais. As delegações esperam opções de hospedagem entre US$ 50 e US$ 70, enquanto a realidade do mercado local apresenta preços muito superiores. O governo brasileiro está sob pressão para encontrar soluções acessíveis antes do prazo da ONU, que se encerra em 11 de agosto.

Para enfrentar esse desafio, uma força-tarefa coordenada pela Casa Civil foi criada com o objetivo de garantir opções de hospedagem financeiramente viáveis para todos os países participantes. Corrêa do Lago destacou que a orientação do presidente Lula é que a conferência mantenha seu caráter universal e democrático, priorizando a inclusão dos países em desenvolvimento.

A situação se tornou um teste crucial para a diplomacia brasileira, especialmente com ameaças de não participação de algumas nações. A Polônia já indicou a possibilidade de não comparecer, enquanto países europeus, como a Holanda, consideram reduzir suas delegações. O governo do Pará, por sua vez, afirmou que as tarifas do setor hoteleiro são regidas por normas de direito privado, mas mantém diálogo com proprietários e empreendimentos para promover práticas responsáveis durante a conferência.

Os altos custos de hospedagem também têm afastado organizações da sociedade civil e a imprensa internacional. O governo brasileiro está correndo contra o tempo para conciliar suas ambições de sediar o maior fórum climático mundial com a realidade logística de uma cidade amazônica. A situação exige soluções rápidas e eficazes para garantir a participação de todos os interessados.

Nessa conjuntura, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que busquem apoiar a inclusão e a acessibilidade durante a COP30 são essenciais para garantir que todos possam participar desse importante evento. A mobilização em torno de iniciativas que promovam a inclusão pode ser um passo significativo para a realização de uma conferência verdadeiramente representativa.

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