Saúde e Ciência

Laser combate hipertensão em ratas ovariectomizadas e pode beneficiar mulheres na menopausa

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) descobriram que a fotobiomodulação com laser vermelho pode reduzir a pressão arterial em ratas ovariectomizadas, sugerindo benefícios para mulheres na menopausa. O estudo, que envolveu 26 ratas, mostrou que a técnica melhora a função endotelial e aumenta a liberação de óxido nítrico, um importante vasodilatador. Os resultados preliminares de uma pesquisa clínica com mulheres na menopausa são promissores e indicam melhorias nos sintomas cardiovasculares.

Atualizado em
August 11, 2025
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Fotobiomodulação melhorou a função do endotélio, diminuiu o estresse oxidativo e elevou os níveis de óxido nítrico, gás produzido naturalmente pelo organismo que atua como vasodilatador (imagem: Gerson Rodrigues/UFSCar)

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizaram um estudo que demonstra a eficácia da fotobiomodulação com laser vermelho na redução da pressão arterial em ratas ovariectomizadas, um modelo que simula a menopausa. A pesquisa, apoiada pela FAPESP, envolveu 26 ratas divididas em três grupos: controle, ovariectomizadas e ovariectomizadas tratadas com laser duas vezes por semana durante duas semanas. Os resultados foram publicados na revista Lasers in Medical Science.

A fotobiomodulação utiliza luz de diferentes comprimentos de onda para promover efeitos terapêuticos em células e tecidos. A retirada dos ovários das ratas foi uma estratégia para induzir a menopausa, fase que provoca uma significativa diminuição na produção de hormônios, especialmente o estrogênio, que é crucial para a saúde cardiovascular. Essa queda hormonal pode levar ao desenvolvimento de hipertensão e outras doenças do coração.

Os resultados indicaram que a aplicação do laser vermelho de baixa intensidade não apenas reduziu a pressão arterial, mas também melhorou a função endotelial, que é a camada de células que reveste os vasos sanguíneos. Além disso, houve uma diminuição do estresse oxidativo, um fator que contribui para doenças cardiovasculares. O professor Gerson Rodrigues, coordenador do projeto, destacou que a aplicação do laser resultou em um aumento na produção de óxido nítrico, um gás que atua como vasodilatador, facilitando o fluxo sanguíneo.

O estudo é parte de uma linha de pesquisa que investiga a liberação de óxido nítrico por meio da fotobiomodulação, que já havia mostrado resultados positivos em pesquisas anteriores com ratos hipertensos. Rodrigues afirmou que a equipe foi pioneira na construção da curva energia/resposta na pressão arterial em modelo animal, o que abre novas possibilidades para tratamentos.

Atualmente, a equipe de pesquisa está conduzindo um estudo clínico com mulheres na menopausa para avaliar os efeitos do laser vermelho em sintomas relacionados a doenças cardiovasculares. Os resultados preliminares são encorajadores, especialmente em relação à melhora dos sintomas, e devem ser divulgados em breve. Além disso, a equipe investiga como potencializar os efeitos terapêuticos do laser com o uso de fitoterápicos.

Iniciativas como essa são fundamentais para o avanço da saúde feminina, especialmente em um período crítico como a menopausa. A união da sociedade civil pode ser um grande impulso para apoiar pesquisas que visam melhorar a qualidade de vida de muitas mulheres. Projetos que buscam financiamento para expandir essas pesquisas podem fazer a diferença na luta contra doenças cardiovasculares.

Agência FAPESP
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