A Sociedade Brasileira de Urologia lançou uma campanha em junho para conscientizar sobre o câncer de rim, que causou mais de 10 mil mortes no Brasil entre 2019 e 2021. A iniciativa inclui aulas e conteúdos informativos, destacando a importância do diagnóstico precoce e hábitos saudáveis.

O câncer de rim é uma doença grave que resultou em mais de dez mil mortes no Brasil entre 2019 e 2021, conforme dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Essa condição, que afeta principalmente homens e pessoas entre cinquenta e setenta anos, é notoriamente silenciosa, com sintomas que muitas vezes não se manifestam até que o quadro se agrave. Diante desse cenário alarmante, a SBU lançou em junho uma campanha de conscientização sobre o câncer renal.
A campanha, que se estenderá por todo o mês de junho, inclui aulas em diversas regiões do país e a divulgação de conteúdos informativos nas redes sociais. Especialistas estão esclarecendo dúvidas sobre fatores de risco, diagnóstico precoce e a importância de hábitos saudáveis. O presidente da SBU, Luiz Otávio Torres, enfatiza a necessidade de um estilo de vida saudável, que pode reduzir os riscos associados a essa doença.
Entre os fatores de risco modificáveis, destacam-se o tabagismo, sedentarismo, obesidade e hipertensão. Dados indicam que cerca de cinquenta por cento dos casos de câncer renal ocorrem em fumantes ou ex-fumantes. A SBU alerta que, devido ao envelhecimento da população e à alta prevalência dessas condições, a incidência do câncer renal está aumentando globalmente.
Os homens são os mais afetados, com mais de seis mil setecentas mortes registradas entre 2019 e 2021, enquanto as mulheres contabilizaram quatro mil e noventa. Embora a doença seja mais comum em adultos mais velhos, crianças também podem ser diagnosticadas, representando cerca de sete por cento dos casos pediátricos. O câncer de rim é frequentemente descoberto acidentalmente durante exames de imagem realizados por outros motivos.
Os sintomas iniciais são sutis, mas a presença de sangue na urina é um sinal comum. Outros sintomas incluem dor na lateral da barriga, inchaço abdominal, febre e perda de peso. O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir imunoterapia, quimioterapia, radioterapia e cirurgia. Entre 2019 e março de 2024, foram realizadas mais de onze mil cirurgias de remoção total e seis mil de remoção parcial dos rins no Brasil.
A SBU escolheu junho para a campanha em virtude do Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em dezoito de junho. É fundamental que a sociedade se una para apoiar iniciativas que promovam a saúde e a conscientização sobre o câncer renal. A mobilização em torno dessa causa pode fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam essa doença silenciosa.

Cynthia Valerio, da Abeso, enfatiza a obesidade como doença, não apenas estética, e critica o uso indiscriminado de canetas emagrecedoras, defendendo tratamentos individualizados e diretrizes mais rigorosas.

Musculação reduz sintomas de depressão e ansiedade em idosos, segundo pesquisa brasileira. Recomenda-se três sessões semanais para melhores resultados na saúde mental.

A doença renal crônica (DRC) é progressiva e muitas vezes assintomática, com obesidade na adolescência aumentando o risco. Dr. Bruno Zawadzki alerta para sinais como fadiga, inchaço e pressão alta. Exames simples são essenciais para detecção precoce.

Pesquisadores revelaram que a cirurgia bariátrica, como bypass gástrico e gastrectomia vertical, proporciona perda de peso cinco vezes maior que injeções de agonistas do receptor GLP-1 em dois anos. O estudo, apresentado na Reunião Científica Anual de 2025 da Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica, destaca a eficácia da cirurgia em comparação com tratamentos medicamentosos, evidenciando a necessidade de otimização dos resultados e identificação de pacientes adequados para cada abordagem.

O Brasil planeja desenvolver terapias celulares para câncer em parceria com os países do Brics, visando reduzir custos e ampliar o acesso. O tratamento, atualmente caro, pode ultrapassar R$ 3 milhões por paciente.

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão do implante contraceptivo Implanon no SUS, com a meta de distribuir 1,8 milhão de dispositivos para ampliar o acesso à contracepção e reduzir a mortalidade materna.