Musculação reduz sintomas de depressão e ansiedade em idosos, segundo pesquisa brasileira. Recomenda-se três sessões semanais para melhores resultados na saúde mental.

Pesquisadores brasileiros confirmaram que a musculação é eficaz na redução de sintomas de depressão e ansiedade em idosos. O estudo, publicado na revista Psychiatry Research, analisou mais de 200 artigos científicos e destacou a importância do exercício resistido para o bem-estar dessa faixa etária. A prática regular de musculação não apenas melhora a saúde física, mas também contribui significativamente para o estado emocional dos idosos.
De acordo com Paolo Cunha, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (Iiepae), a musculação pode ser um fator decisivo para um envelhecimento saudável. Os dados mostram que a prática regular de exercícios de resistência combate os efeitos físicos do envelhecimento e diminui os sintomas de transtornos como depressão e ansiedade, especialmente em idosos diagnosticados com essas condições.
O envelhecimento está associado à perda de massa e força muscular, o que pode agravar problemas de saúde mental. Cunha explica que essa redução muscular provoca mudanças funcionais no corpo que afetam diretamente o cérebro. A musculação, por sua vez, pode mitigar essas alterações e promover um melhor equilíbrio emocional.
O estudo também identificou a frequência ideal para a prática da musculação. Cunha recomenda que os idosos realizem três sessões semanais, com três séries de cada exercício, para observar melhorias significativas. Além disso, a prática em grupo potencializa os benefícios sociais, contribuindo para a saúde mental.
Os pesquisadores ressaltam que o uso de equipamentos de musculação oferece mais vantagens em comparação ao uso de bandas elásticas ou do peso corporal. Isso se deve ao controle mais preciso da intensidade e do volume do exercício, permitindo um trabalho mais eficaz e seguro para os idosos.
Apesar dos resultados promissores, ainda há muitas questões a serem investigadas, como o impacto da musculação em idosos com diferentes condições de saúde. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que promovam a saúde mental e o bem-estar dos idosos, garantindo que mais pessoas tenham acesso a essas práticas benéficas.

Entre janeiro e abril de 2025, o Distrito Federal registrou 655 transplantes, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, destacando-se como referência nacional na área. A Central Estadual de Transplantes coordena a logística complexa, que depende da doação de órgãos, essencial para salvar vidas.

A Fiocruz e a EMS firmaram parceria para produzir canetas emagrecedoras com liraglutida e semaglutida no Brasil, visando ampliar o acesso no SUS e reduzir importações. A produção começará em Hortolândia (SP) e será transferida para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro. O acordo é inédito por incluir transferência completa de tecnologia e pode baratear custos futuros, especialmente para pacientes com obesidade grave.

O lenacapavir, novo medicamento injetável aprovado pela FDA e recomendado pela OMS, oferece proteção contra o HIV com apenas duas doses anuais, com eficácia superior a 99%. A Anvisa analisa pedidos de registro.

Pesquisadores da Universidade de Fukui identificaram que níveis de diHETrE no sangue do cordão umbilical podem prever o risco de autismo, com implicações para intervenções gestacionais. O estudo, que analisou 200 crianças, sugere que a dosagem desse ácido graxo pode auxiliar na identificação precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O "teste da xícara de chá" é uma nova ferramenta para detectar sinais iniciais do Alzheimer, avaliando a execução de tarefas simples. Essa abordagem prática pode facilitar intervenções precoces e melhorar a qualidade de vida.

O SUS ampliou o uso da donepezila para pacientes com Doença de Alzheimer em estágio grave, beneficiando cerca de 10 mil pessoas no primeiro ano, conforme nova portaria do Ministério da Saúde.