Saúde e Ciência

Mais de 163 mil crianças e adolescentes se vacinam contra a dengue no Distrito Federal, mas cobertura ainda é insuficiente

Mais de 163 mil jovens de 10 a 14 anos foram vacinados contra a dengue no Distrito Federal, mas a cobertura ainda é baixa, com 59,7% para a primeira dose e 29,5% para a segunda. A vacina, disponível no SUS, é crucial para combater a doença.

Atualizado em
May 13, 2025
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Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Desde fevereiro do ano passado, a vacina contra a dengue está disponível nas Salas de Vacina do Distrito Federal, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes de dez a quatorze anos, que são a faixa etária mais afetada pela doença. Até o momento, mais de 163 mil jovens foram vacinados, mas a cobertura ainda é considerada insuficiente, com apenas 59,7% para a primeira dose e 29,5% para a segunda dose.

A vacina, que previne as formas graves da dengue, é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o Brasil é o primeiro país a disponibilizá-la no sistema público. A gerente substituta da Rede de Frio do DF, Karine Castro, destacou que a vacinação é uma estratégia do Ministério da Saúde para reduzir as hospitalizações e óbitos por dengue, que são mais frequentes nessa faixa etária.

O imunizante é aplicado em duas doses, com um intervalo de noventa dias entre elas. Para se vacinar, é necessário que a criança compareça a uma das salas de vacina do DF acompanhada de um responsável, levando documento de identificação e a caderneta de vacinação. É fundamental completar o esquema vacinal para garantir a eficácia da imunização.

A Secretaria de Saúde do DF orienta que, caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticado com dengue, é preciso aguardar seis meses para iniciar a vacinação. Se houver contaminação após a primeira dose, a segunda deve ser mantida, respeitando um intervalo de trinta dias entre a infecção e a aplicação.

Embora a vacina represente um avanço significativo na proteção da população, o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de prevenção contra a dengue e outras arboviroses urbanas, como chikungunya e o vírus Zika. Medidas de combate à proliferação do mosquito, como a eliminação de focos de água parada, permanecem essenciais.

Nessa situação, a união da sociedade pode fazer a diferença. Projetos que visam aumentar a conscientização e a vacinação contra a dengue devem ser estimulados, pois podem impactar positivamente a saúde pública e proteger as comunidades mais vulneráveis. Juntos, podemos fortalecer a luta contra essa doença e garantir um futuro mais seguro para nossas crianças.

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