O Massacre do Rio Abacaxis, em 2020, resultou em mortes e torturas de indígenas e ribeirinhos, com indiciamentos de agentes de segurança em 2023, mas permanece esquecido pela sociedade. A violência histórica contra esses povos, marcada por massacres e impunidade, continua a ser silenciada, enquanto a luta por justiça e reconhecimento persiste.

O Brasil tem enfrentado uma história marcada por violência contra povos indígenas e ribeirinhos, com episódios trágicos que se intensificaram desde a colonização portuguesa. Um dos casos mais recentes e impactantes foi o Massacre do Rio Abacaxis, ocorrido em agosto de 2020, no Amazonas, onde a operação da Polícia Militar resultou na morte de oito pessoas e na tortura de centenas de moradores. O massacre foi motivado por uma suposta vingança após um incidente envolvendo um secretário do governo do Amazonas.
Antônio Monteiro, um dos sobreviventes, relembra a dor de perder sua família, incluindo seu filho e neto, que foram brutalmente assassinados. O massacre, que deixou marcas profundas na comunidade, foi indiciado em 2023, mas a memória desse e de outros massacres frequentemente é apagada da história nacional. A pesquisadora Priscila de Oliveira, da ONG Survival International, destaca que a impunidade e o silenciamento contribuem para o esquecimento desses eventos.
A violência contra indígenas no Brasil não é um fenômeno recente. Desde a chegada dos colonizadores, os povos indígenas enfrentaram massacres e extermínios, com a colonização legitimando a violência através das chamadas "guerras justas". O antropólogo João Pacheco de Oliveira explica que, no início da colonização, a população indígena era de cerca de 2 a 4 milhões, mas hoje representa apenas 0,83% da população brasileira, com a redução drástica de etnias.
Além do Massacre do Rio Abacaxis, outros episódios de violência, como o massacre do povo juma e o massacre de Capacete, também ilustram a luta contínua por terras e direitos. O massacre do povo juma, que ocorreu durante a ditadura militar, resultou na quase extinção da etnia, enquanto o massacre de Capacete, em 1988, foi um ataque a uma assembleia pacífica, motivado por interesses madeireiros.
O massacre de Haximu, em 1993, e o massacre de Caarapó, em 2016, são outros exemplos de como a violência contra indígenas persiste, com a luta por terras e a exploração de recursos naturais como pano de fundo. O massacre de Haximu foi o primeiro a ser julgado como genocídio no Brasil, enquanto o massacre de Caarapó resultou em um ataque a um grupo de guarani kaiowá, que lutava por seus direitos territoriais.
Esses eventos trágicos ressaltam a necessidade de lembrar e reconhecer a história dos povos indígenas e ribeirinhos no Brasil. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem preservar a memória e os direitos dessas comunidades. Projetos que promovam a conscientização e a justiça social são essenciais para garantir que a história não se repita e que as vozes dos menos favorecidos sejam ouvidas.

O projeto "Arquivos Sonoros de Teatro" digitaliza o acervo de Tunica Teixeira, com mais de 7 mil itens, revelando conteúdos inéditos para o estudo da sonoplastia. A iniciativa, apoiada pela FAPESP, destaca a importância do legado sonoro da artista.

A Coalizão Nacional pelas Demências (CoNaDe) apresentou um Plano Nacional de Cuidado Integral em Alzheimer e outras Demências, com diretrizes para 2025 e 2026, buscando efetivar direitos em cuidados. O plano, elaborado colaborativamente, foi entregue ao senador Paulo Paim, autor da Política Nacional de Cuidado Integral, que ainda não foi implementada.

Ana Flávia Cabral, CEO da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, planeja usar inteligência artificial para criar concertos com vozes de cantores falecidos, promovendo inovação e diversidade na música clássica. A OSB, que completa 85 anos em 2025, busca romper com a imagem tradicional da orquestra, destacando a presença feminina em sua gestão e repertório.

Mulheres indígenas das etnias Wapichana e Macuxi impulsionam o projeto Tucupi Preto, valorizando saberes tradicionais e gerando renda com o molho amazônico em eventos gastronômicos. A iniciativa promove a cultura local e a preservação ambiental.

O bairro Parque Canoas, em Lagoa Santa, Minas Gerais, destaca-se por integrar áreas de preservação, tipologias habitacionais diversas e ciclovias, promovendo uma ocupação urbana sustentável e incentivando o uso de bicicletas.

Associações de familiares de vítimas de tragédias no Brasil manifestaram repúdio a um processo criminal contra Alexandre Sampaio, acusado de calúnia por criticar o Ministério Público Federal. A ação é vista como uma intimidação à liberdade de expressão e à busca por justiça.