Impacto Social

Movimento VapeOFF alerta jovens sobre os perigos dos cigarros eletrônicos com nova campanha de conscientização

Movimento VapeOFF lança campanha para alertar jovens sobre os riscos dos cigarros eletrônicos, com apoio de mais de 50 instituições, destacando a ameaça à saúde pública. A ação, que coincide com o Dia Mundial sem Tabaco, visa desmascarar a imagem enganosa dos vapes e reforçar a proibição no Brasil.

Atualizado em
May 31, 2025
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vape — Foto: Getty Images

A nova campanha do Movimento VapeOFF, promovida pela Fundação do Câncer, visa alertar os jovens sobre os perigos dos cigarros eletrônicos. Com o slogan Bonito por fora, tóxico por dentro, a iniciativa busca evidenciar que, apesar da aparência moderna, os vapes podem causar sérios problemas de saúde, incluindo dependência de nicotina, doenças respiratórias e até câncer. A mobilização coincide com o Dia Mundial sem Tabaco, que ocorre neste sábado, e segue o tema da Organização Mundial da Saúde (OMS) deste ano: Desmascarando a indústria do tabaco.

A campanha conta com a colaboração de mais de cinquenta instituições, incluindo o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) e a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, destaca que os cigarros eletrônicos representam uma ameaça crescente à saúde pública, especialmente entre os jovens. Dados do Ministério da Saúde indicam que setenta por cento dos usuários de vapes têm entre quinze e vinte e quatro anos.

Um estudo recente do Levantamento Nacional sobre Álcool e Drogas (Lenad) revela que mais de setenta e sete por cento dos usuários de cigarros eletrônicos afirmam que esses produtos não os ajudaram a parar de fumar cigarros convencionais, enfraquecendo o argumento da indústria de que os vapes são uma alternativa para deixar o tabagismo. A principal ação da campanha, chamada Roleta que dá a real, ocorrerá no Posto 10 da Praia de Ipanema, onde promotoras convidarão o público a girar uma roleta para ganhar brindes informativos sobre os riscos dos vapes.

Além das atividades presenciais, a campanha será divulgada nas redes sociais e em terminais de ônibus e BRT do Rio de Janeiro. A mobilização inclui uma carta-manifesto que pede aos Poderes Legislativo e Executivo que mantenham a proibição dos cigarros eletrônicos no Brasil. Até o momento, cinquenta e seis organizações, entre entidades médicas e sociais, assinaram o documento, reforçando a necessidade de ações contra os vapes.

A consultora da área de tabagismo da Fundação do Câncer, Milena Maciel de Carvalho, enfatiza que é um dever coletivo desmascarar os riscos associados aos cigarros eletrônicos. Ela alerta que a indústria utiliza embalagens atrativas e discursos enganosos para seduzir os jovens. A campanha busca conscientizar sobre os perigos reais, como a presença de substâncias tóxicas que podem causar danos significativos à saúde.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que, para o triênio 2023/2025, haverá trinta e dois mil quinhentos e sessenta novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão no Brasil. Desde 2009, a comercialização e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidas no país. O epidemiologista André Szklo alerta que a fiscalização é um desafio, e a aceitação social dos vapes pode levar a um aumento no consumo entre os jovens. A união da sociedade civil é fundamental para combater essa questão e proteger as futuras gerações.

Globo.com
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