O Ministério Público Federal denunciou o município do Rio de Janeiro por falhas na implementação de políticas para a população em situação de rua, exigindo medidas urgentes e cumprimento das diretrizes do STF. A ação busca garantir dignidade e cidadania, em meio ao aumento da população em situação de rua e à escassez de serviços adequados.

O Ministério Público Federal (MPF) acusou o município do Rio de Janeiro de omissão na implementação de políticas voltadas à população em situação de rua. A denúncia foi feita em uma ação civil pública, que conta com a colaboração das Defensorias Públicas do Estado e da União. O MPF destaca o descumprimento de diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a urgência na adoção de medidas para proteger essa população vulnerável.
O documento enfatiza a necessidade de cumprimento das determinações do STF na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 976, que proíbe remoções forçadas e exige que a União, estados e municípios garantam a segurança pessoal e patrimonial das pessoas em situação de rua. O MPF aponta falhas estruturais significativas nas políticas públicas atuais, que não têm acompanhado o aumento da população nessa condição.
A ação busca assegurar a execução da Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNSR), que impõe ao município a adoção de medidas intersetoriais e estruturais. Essas medidas incluem a realização de diagnósticos, a definição de padrões mínimos de qualidade nos serviços de acolhimento e a implementação de políticas habitacionais. Além disso, a PNSR proíbe o recolhimento forçado de pertences e a utilização de “arquitetura hostil” nas cidades.
O procurador Julio Araujo ressaltou que o objetivo não é apenas uma política assistencialista de curto prazo, mas sim um conjunto de ações que respeitem a dignidade e a cidadania das pessoas em situação de rua. Apesar do crescimento da população nessa condição nos últimos 20 anos, a quantidade de equipamentos e serviços disponíveis não tem sido suficiente para atender à demanda.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, por sua vez, informou que a Procuradoria do Município já está ciente da ação e se manifestou nos autos do processo. No entanto, a crítica do MPF evidencia a necessidade urgente de uma resposta mais efetiva por parte das autoridades locais para enfrentar essa questão social complexa.
Nessa situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a dignidade e os direitos da população em situação de rua. Projetos que visem a melhoria das condições de vida e a inclusão social podem fazer a diferença e transformar realidades.

Nos dias 29 e 30 de abril, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) promoverá uma ação gratuita para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) no Shopping Popular de Brasília. O evento, sem necessidade de agendamento, atenderá crianças e adolescentes, facilitando o acesso a um documento essencial para a cidadania. Os responsáveis devem levar a certidão de nascimento original e uma declaração preenchida, que pode ser obtida nos canais da Sejus-DF. A secretária Marcela Passamani ressalta a importância dessa iniciativa para garantir direitos básicos com dignidade.

Célia Leão, ex-deputada e defensora dos direitos das pessoas com deficiência, foi impedida de embarcar em voo da GOL por causa de sua almofada ortopédica, gerando protestos e atrasos. Após ser retirada do avião em Buenos Aires, Célia e seu marido conseguiram autorização para usar a almofada, mas chegaram a Guarulhos mais de 28 horas depois do previsto. Ela denunciou a situação como inaceitável para pessoas com deficiência.

Ministro Waldez Góes promove mutirão em Macapá para emissão de Cadastro Nacional de Agricultura Familiar e propostas de microcrédito, beneficiando 100 famílias com R$ 300 milhões do Fundo de Financiamento do Norte.

João Pires, secretário de Proteção e Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro, apresentou à ONU uma carta denunciando a exploração de consumidores por milícias e traficantes em comunidades vulneráveis. O documento, entregue na 9ª Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, destaca o aumento de preços de produtos essenciais, como botijões de gás, que podem custar até 46% a mais. Pires pede cooperação global para combater essa situação, sugerindo medidas como supervisão financeira e acesso seguro à internet.

Idosos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) por deficiência não precisarão mais passar por perícia médica ao completar 65 anos, beneficiando cerca de 150 mil pessoas. A nova regra, estabelecida pela Portaria Conjunta nº 33, também isenta pessoas com deficiência permanente de reavaliação por dois anos.

A vereadora Benny Briolly lançou a caravana “Libera meu xixi” em Petrópolis, protestando contra a proibição do uso de banheiros por pessoas trans, e acionou o Ministério Público. O projeto é considerado inconstitucional.