Saúde e Ciência

Mudanças climáticas impactam saúde pública e exigem sistemas de saúde resilientes, alerta especialista

Kelly Willis, da Forecasting Healthy Futures, lidera evento no Rio sobre saúde e mudanças climáticas, destacando a urgência de sistemas de saúde resilientes e vacinas.

Atualizado em
April 10, 2025
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Kelly Willis: conversas sobre o clima e saúde — Foto: Reprodução

Kelly Willis, executiva da Forecasting Healthy Futures, questiona diariamente a dificuldade de abordar os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e no surgimento de doenças. Em resposta a essa preocupação, a organização realiza um evento no Rio de Janeiro, focando na construção de sistemas de saúde resilientes a desastres climáticos. O encontro ocorre em um momento crucial, com a Conferência das Partes (COP30) programada para novembro em Belém.

Willis destaca que eventos climáticos extremos, como ondas de calor e secas, têm consequências diretas na saúde e bem-estar da população. Tempestades podem danificar instalações de saúde, tornando serviços essenciais indisponíveis e resultando em mortes evitáveis. Além disso, a falta de água potável pode facilitar a transmissão de doenças como a cólera.

A especialista, que também faz parte da instituição Malaria no More, alerta que as mudanças climáticas estão alterando padrões de doenças, tornando-as desafios maiores para os sistemas de saúde. O aumento gradual da temperatura afeta doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e doenças transmitidas por vetores, como malária e dengue, estão se espalhando para regiões antes não afetadas.

Willis menciona que a saúde mental é outra preocupação crescente, especialmente em regiões como a África Subsaariana, onde a seca extrema pode dobrar até 2030. A perda de colheitas e a insegurança alimentar impactam a saúde mental da população, levando a um aumento nos diagnósticos de problemas psicológicos.

Para enfrentar esses desafios, a construção de sistemas de saúde resilientes é fundamental. Willis sugere investimentos em infraestrutura que suporte desastres climáticos, como hospitais localizados em áreas elevadas e menos vulneráveis. A adoção de energia solar também é essencial para garantir a operação contínua das unidades de saúde durante tempestades.

O Brasil se destaca na busca por soluções, com a iminente aprovação de uma vacina contra a dengue pelo Instituto Butantan. Willis acredita que vacinas são cruciais para proteger a população de doenças emergentes relacionadas às mudanças climáticas. A união da sociedade civil pode ser vital para apoiar iniciativas que visem melhorar a saúde pública em face das mudanças climáticas.

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