O número de municípios brasileiros que subsidiam o transporte público dobrou desde a pandemia, passando de 120 para 241, enquanto a demanda ainda não se recuperou totalmente. A NTU aponta que apenas 30% dos custos do sistema são cobertos por subsídios, refletindo a fragilidade do modelo de remuneração. O urbanista Anthony Ling critica a falta de soluções integradas para o setor, que enfrenta uma crise estrutural e demanda por investimentos em infraestrutura.
O número de municípios brasileiros que subsidiam empresas de ônibus aumentou significativamente desde a pandemia, conforme dados divulgados pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Em 2019, apenas 120 cidades ofereciam esse suporte, enquanto em maio de 2023, esse número saltou para 241. Nas capitais, o crescimento foi ainda mais acentuado, passando de 9 para 20, o que representa um aumento de 122%.
Esse cenário é resultado de mudanças no comportamento da população, que passou a trabalhar mais em casa e a utilizar serviços de transporte por aplicativo, reduzindo a demanda pelos ônibus. Além disso, o envelhecimento da população, que aumenta a gratuidade das passagens para idosos, e a queda na qualidade do serviço prestado, contribuíram para a necessidade de subsídios. O modelo de remuneração baseado apenas na venda de passagens já era considerado frágil antes da pandemia, e a situação se agravou com a crise de produtividade que afeta o setor há décadas.
Durante os piores momentos da pandemia, o número de passageiros transportados caiu mais de 80%. Atualmente, a demanda ainda não retornou aos níveis anteriores, oscilando entre 80% e 86% do que era registrado antes de 2019. Apenas Brasília e Goiânia conseguiram atingir a marca de 100% de passageiros transportados em comparação ao período pré-pandemia. Atualmente, os subsídios cobrem, em média, apenas 30% dos custos do sistema no Brasil, um índice bem abaixo dos 50% observados em países europeus.
O anuário também revela que existem 154 cidades com tarifa zero, um aumento significativo em relação às 41 registradas em 2019. Em 12 dessas cidades, a demanda por viagens de ônibus aumentou entre 33% e 371% após a implementação da tarifa zero. O urbanista Anthony Ling, editor da plataforma Caos Planejado, classifica o modelo atual de financiamento do transporte público como uma "bomba relógio", destacando que a pandemia quebrou o tabu de que prefeituras não deveriam injetar recursos no setor.
Ling critica a falta de foco em soluções que vão além da busca por recursos, sugerindo a regulamentação de transportes alternativos, como vans, e investimentos em infraestrutura urbana, como a cobrança de pedágios para reduzir o número de carros nas ruas. O relatório da NTU aponta que a qualidade do serviço é comprometida pelo modelo de contratação de empresas que atuam há décadas, o que resulta em menos passageiros pagantes e, consequentemente, em uma crise financeira.
Em 2024, a quilometragem produzida pelo sistema de transporte cresceu 10,3%, e o número total de passageiros aumentou 9,8%. Entretanto, a proporção de passageiros pagantes caiu de 72% em 2021 para 56,7% em 2024. A NTU enfatiza que a mobilidade sustentável depende de um transporte coletivo forte e eficiente. Diante desse cenário, iniciativas que promovam melhorias no transporte público são essenciais e podem contar com o apoio da sociedade civil para transformar a realidade do setor.
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Nesta quarta-feira (7), o filme "Pureza" será exibido na Sessão da Tarde da TV Globo, às 15h25, abordando a busca de uma mãe por seu filho e a denúncia de abusos em fazendas. A trama, estrelada por Dira Paes, revela a brutalidade enfrentada por trabalhadores rurais.
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Após ser diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um estudante de Recife teve sua mãe, jornalista, preparando seu prato favorito no hospital, promovendo conforto durante o tratamento. A ação faz parte do programa "Família na Cozinha", que envolve familiares na alimentação de crianças internadas, melhorando o bem-estar emocional e físico.