A Festa da Lili em Brasília gerou um intenso debate sobre a pressão estética na comunidade gay, evidenciando inseguranças corporais e o uso de anabolizantes. Especialistas alertam para os riscos psicológicos e físicos associados.

Às vésperas da Festa da Lili, um festival de música eletrônica LGBTQIA+ realizado em Brasília no primeiro fim de semana de agosto, uma postagem no X gerou um intenso debate sobre a pressão estética na comunidade gay. A mensagem, que viralizou e alcançou mais de 3,5 milhões de visualizações, revelou que muitos homens consideraram desistir do evento devido a inseguranças relacionadas ao corpo. Essa discussão expõe uma realidade mais profunda de busca por aceitação e o uso de anabolizantes entre homens gays.
De acordo com Jean Ícaro, psicólogo clínico, a comunidade gay enfrenta uma exigência elevada de padrões de beleza, influenciada pelas redes sociais e pelo medo de rejeição. Esse medo, que começa na adolescência com a revelação da orientação sexual, se transforma em uma pressão constante para se adequar a um ideal estético. Bruno Branquinho, psiquiatra, complementa que muitos indivíduos cresceram em ambientes de bullying e rejeição, levando-os a buscar uma aparência ideal como forma de evitar novos comentários negativos.
Os especialistas destacam que essa pressão estética é ainda mais prejudicial dentro de uma comunidade já vulnerável, como a LGBTQIA+. O conceito de "estresse de minorias" refere-se ao sofrimento adicional enfrentado por aqueles que pertencem a grupos marginalizados, resultando em problemas psicológicos como ansiedade e depressão. A busca por aceitação leva muitos a se sentirem obrigados a se provar em diversas áreas da vida, criando um ciclo de insatisfação com o próprio corpo.
O engenheiro Breno Leite, que participou da Festa da Lili pela terceira vez, relatou que não se enquadrar no padrão estético resulta em julgamentos severos. Ele observa que o público do evento tende a se relacionar apenas com semelhantes, reforçando a pressão para se conformar a hábitos relacionados a treinos e uso de substâncias. Mesmo aqueles que atingem o corpo ideal enfrentam dismorfia corporal, o que os impede de se sentirem satisfeitos com a própria aparência.
A naturalização do uso de anabolizantes também foi abordada na discussão. Breno e Felipe Ablo, designer, admitiram ter utilizado hormônios para melhorar a estética, embora reconheçam os riscos associados. Felipe, que parou de usar anabolizantes, enfatiza que a pressão das redes sociais e o desejo de se igualar aos padrões de beleza são fatores que influenciam essa decisão. Ele agora prioriza a saúde e busca um equilíbrio em sua vida.
Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, aponta que o uso de anabolizantes tem crescido, associado à pressão estética e à influência das redes sociais. Ele alerta para os riscos à saúde, que incluem problemas cardiovasculares e psicológicos. A pressão estética não apenas gera sofrimento mental, mas também físico, devido a procedimentos excessivos e ao uso de substâncias. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a encontrar apoio e recursos para enfrentar esses desafios.

A solidão causou aproximadamente 871 mil mortes anuais entre 2014 e 2019, segundo a OMS, que destaca a urgência de priorizar a conexão social como uma questão de saúde pública. A falta de vínculos impacta a saúde mental e física, especialmente entre jovens.

Atividades físicas, mesmo leves, melhoram funções cognitivas, como memória e atenção, segundo revisão de 133 estudos da Universidade do Sul da Austrália, publicada no British Medical Journal. Modalidades como ioga e exergames se destacam, sugerindo que o exercício pode combater o declínio cognitivo.

Governo Lula implementa nova política de saúde mental, encerrando manicômios, mas enfrenta críticas pela falta de estrutura e vagas no SUS. Especialistas alertam para a inadequação do atendimento em hospitais gerais.

A UFSCar implementará cotas para estudantes trans e travestis em todos os seus cursos de graduação a partir de 2025, seguindo a tendência de outras universidades paulistas. A nova política, aprovada por aclamação, visa garantir inclusão e diversidade.

Câmara dos Deputados aprova o projeto "ECA Digital" para combater a exploração sexual de menores na internet, em resposta a denúncias do influenciador Felca sobre a adultização infantil e algoritmos. A proposta cria uma autoridade autônoma para fiscalização e estabelece regras rigorosas para plataformas digitais, visando proteger crianças e adolescentes de conteúdos prejudiciais.

Ana Maria Gonçalves foi eleita a primeira mulher negra da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 10 de agosto de 2023, recebendo 30 dos 31 votos. Sua eleição marca um avanço na diversidade literária do Brasil.