Entre janeiro de 2021 e maio de 2023, São Paulo aplicou 4.406 multas por descarte irregular de lixo, com valores de R$ 1.500 a R$ 25 mil. A cidade conta com 129 ecopontos para coleta de resíduos, funcionando de segunda a sábado.

Desde janeiro de 2021 até maio de 2023, a cidade de São Paulo registrou um total de 4.406 multas por descarte irregular de lixo, o que representa uma média de 108 autuações mensais. Essa prática é considerada crime ambiental e pode acarretar penalidades que variam de R$ 1.500 a R$ 25 mil, dependendo da gravidade da infração. Pequenos descartes nas ruas geram multas iniciais, enquanto situações mais sérias, como o despejo de resíduos em áreas de preservação, podem resultar em valores máximos.
As multas aplicadas à construção civil podem ser ainda mais severas, chegando a R$ 25 mil por dia se não houver um plano adequado para o gerenciamento dos resíduos gerados. Para combater o problema do descarte irregular, a cidade conta com uma rede de 129 ecopontos, que são locais destinados à coleta voluntária de materiais como entulho, móveis usados e materiais recicláveis. Esses ecopontos são fundamentais para prevenir problemas de saúde pública e impactos ambientais, como enchentes e poluição.
Os ecopontos em São Paulo funcionam de segunda a sábado, das 6h às 22h, e aos domingos e feriados, das 6h às 18h. Cada cidadão pode descartar até um metro cúbico de material por dia, o que equivale a uma caixa d'água de mil litros ou 20 sacos de entulho. Essa limitação diária visa evitar que empresas ou grandes geradores de resíduos utilizem o serviço gratuito, que é gerido pela Secretaria Municipal das Subprefeituras.
Nos ecopontos, é permitido descartar entulho de pequenas obras, móveis volumosos, restos de poda e materiais recicláveis, como papel e vidro. Entretanto, itens como lixo doméstico, lixo eletrônico, pilhas, baterias e resíduos hospitalares não são aceitos. A maior concentração de ecopontos está na Zona Leste, com 65 unidades, seguida pela Zona Sul, Zona Norte, Zona Oeste e região central.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece diretrizes para a gestão adequada do lixo, ressaltando a importância da colaboração entre o poder público, empresas e cidadãos. A iniciativa dos ecopontos, criada em 2003, é um exemplo de como a sociedade pode se mobilizar para enfrentar o desafio do descarte irregular e seus impactos negativos.
É essencial que a população se conscientize sobre a importância do descarte correto de resíduos e participe ativamente de iniciativas que promovam a sustentabilidade. Vítimas de problemas ambientais podem necessitar de apoio para a recuperação e preservação de seus espaços. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável.

Governo de São Paulo instalará barreira flutuante no Rio Tietê para conter aguapés, enquanto Cetesb interdita praias devido à toxicidade das algas. Medidas visam mitigar impactos ambientais e de navegação.

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) lançou a 8ª edição do programa de bolsas "Bolsas Funbio - Conservando o Futuro", com R$ 1 milhão em financiamentos. As inscrições vão até 31 de julho.

Brasil se destaca na COP-30 com soluções em biocombustíveis, mas precisa comunicar sua liderança global. Especialistas discutem adaptações climáticas e papel do setor privado no evento em Belém.

Pesquisadores japoneses criaram um plástico que se dissolve em água do mar em poucas horas, sem deixar resíduos, oferecendo uma solução inovadora para a poluição oceânica. O material, desenvolvido pelo Centro RIKEN e pela Universidade de Tóquio, é resistente e se decompõe naturalmente, evitando microplásticos.

Pecuaristas de Mato Grosso lançam o "passaporte verde" para certificar carne bovina sustentável, com rastreabilidade e critérios ambientais rigorosos, visando atender a demanda global. O projeto será apresentado na Assembleia Legislativa e destaca o compromisso do Brasil com a produção responsável, especialmente no Congresso Mundial da Carne em outubro.

A produção global de plástico pode triplicar até 2060, com apenas 9% reciclados. Negociações em Genebra enfrentam resistência de países e corporações, dificultando ações efetivas contra a poluição.