Após cinco anos do Marco Legal do Saneamento, 6,5% dos municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, afetando 6,7 milhões de pessoas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A ineficiência das estatais e a falta de investimentos comprometem o acesso a serviços básicos, com apenas 64% das cidades irregulares tendo água encanada e 27,3% com coleta de esgoto. A legislação prevê que até 2033, 99% da população tenha água potável, mas o ritmo atual de investimentos torna essa meta distante.

Após cinco anos da implementação do Marco Legal do Saneamento, ainda há 6,5% dos municípios brasileiros, totalizando 363, que operam com contratos irregulares para serviços de água e esgoto. Essa situação afeta cerca de 6,7 milhões de pessoas, conforme dados do Instituto Trata Brasil, que se baseiam no Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. Os contratos são considerados irregulares quando as empresas não demonstram capacidade econômico-financeira ou não buscam investimentos para universalizar os serviços.
A maior parte dos municípios com contratos irregulares está nas regiões Norte e Nordeste, que apresentam os piores indicadores de acesso a serviços básicos. Os estados com maior número de contratos irregulares são Paraíba, com 152, Tocantins, com 45, e Bahia, com 23. Essa realidade é alarmante, pois apenas 64% da população dessas cidades tem acesso a água encanada, comparado a 83% nas demais localidades. A coleta de esgoto é ainda mais crítica, com apenas 27,3% de cobertura, em contraste com 58% onde os contratos são regulares.
Embora se argumente que municípios menores enfrentam dificuldades para expandir a cobertura de água e esgoto, o Marco do Saneamento prevê a formação de blocos de cidades para prestação regional dos serviços. A criação de consórcios pode facilitar a atração de investimentos por meio de parcerias público-privadas. Contudo, a falta de consenso entre diferentes prefeitos e governadores tem sido um entrave significativo, como aponta Luana Pretto, presidente executiva do Trata Brasil, que destaca que “quem mais sofre é a população”.
O Marco do Saneamento, que visa aumentar a participação da iniciativa privada no setor, trouxe esperanças, mas ainda há muito a ser feito. Atualmente, 17% da população brasileira não tem acesso a água potável e quase 45% não conta com coleta de esgoto. A nova legislação estabelece metas ambiciosas: até 2033, 99% da população deve ter acesso a água e 90% a esgotamento sanitário. No entanto, o ritmo atual de investimentos torna essas metas cada vez mais distantes.
É preocupante que a falta de visibilidade das obras de saneamento faça com que políticos não priorizem essas questões, mesmo sabendo que a melhoria no acesso a água potável e sistemas de esgoto reduz o risco de doenças, especialmente entre crianças. A dignidade do cidadão deve ser uma prioridade, pois isso também pode refletir nas urnas.
Nesta situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar a infraestrutura de saneamento. Projetos que busquem garantir acesso a água potável e sistemas de esgoto são essenciais e merecem ser estimulados, pois podem transformar a realidade de milhões de brasileiros que ainda vivem sem esses serviços básicos.

O governo federal sancionou uma nova legislação para fortalecer a resposta a incêndios florestais no Brasil, permitindo transferências diretas de recursos e uso de aeronaves estrangeiras em emergências. A medida busca agilidade e eficácia no combate a incêndios, especialmente em São Paulo, onde a situação é crítica.

Estudos recentes revelam que ondas de calor estão elevando as taxas de mortalidade por problemas neurológicos, afetando especialmente crianças e populações vulneráveis. O aumento das temperaturas agrava condições como epilepsia e AVC, evidenciando a urgência de ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas na saúde.

O rendimento pesqueiro no Alto Rio Paraná caiu 50% em duas décadas devido à invasão de espécies exóticas e à degradação ambiental, afetando a economia local e a biodiversidade. O estudo revela que espécies nativas diminuíram em tamanho e quantidade, enquanto invasoras, como o tucunaré, se tornaram mais abundantes e prejudiciais ao setor pesqueiro.

Cidades brasileiras, como Caxias do Sul, Crato e Aracruz, estão adotando projetos inovadores para enfrentar as mudanças climáticas, com foco em reflorestamento e restauração de manguezais. Essas iniciativas visam aumentar a resiliência das comunidades e proteger a população.

Cade suspende a Moratória da Soja, alegando prejuízo à concorrência, e abre inquérito contra 30 empresas do setor, gerando críticas de ONGs e temores de aumento do desmatamento na Amazônia.
O Programa Água Doce (PAD) avança no semiárido brasileiro com a ativação de 61 novos sistemas de dessalinização em 2025, superando a meta de 100. A iniciativa já implantou 1.131 sistemas em 10 estados, promovendo dignidade e saúde.