Pesquisadores da UFRPE identificaram novas plantas hiperacumuladoras de metais, como a Capparidastrum frondosum, e criaram o Inabim para avançar em agromineração e recuperação ambiental.

Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) têm se dedicado à identificação de plantas hiperacumuladoras de metais, que são capazes de absorver altos níveis de metais do solo, como níquel, zinco e manganês. Essas espécies são de grande interesse para a agromineração, uma prática que visa extrair metais de ambientes contaminados e comercializá-los, contribuindo para a economia circular. Recentemente, novas espécies foram descobertas, incluindo a Capparidastrum frondosum, que se destaca por sua capacidade de acumular zinco.
O professor Clístenes Williams Araújo do Nascimento, da UFRPE, destacou a dificuldade de encontrar essas plantas, comparando a busca a "encontrar agulha no palheiro". Durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), ele afirmou que, apesar das dificuldades, algumas espécies já foram identificadas e estão prontas para testes em casa de vegetação e em campo.
As plantas hiperacumuladoras representam apenas 0,2% das espécies conhecidas, que somam entre 350 mil e 400 mil. Algumas, como a Pycnandra acuminata, já são utilizadas comercialmente em países como Albânia, Malásia e Indonésia. No Brasil, a busca por uma planta ideal continua, uma vez que o país possui uma biodiversidade rica e potencial para essa área.
Para serem consideradas eficientes na agromineração, as plantas precisam ter alta capacidade de bioconcentração e translocação de metais, além de produzir grandes quantidades de biomassa. O professor Nascimento explicou que, para o níquel, uma planta deve permitir a produção de dez toneladas por hectare para ser viável comercialmente.
Os pesquisadores têm colaborado com mineradoras para realizar estudos em áreas de mineração e solos ultramáficos, que são ricos em metais pesados. Esses solos, que ocupam entre 1% e 3% da superfície terrestre, apresentam baixos teores de nutrientes essenciais, tornando as plantas que se adaptaram a eles bastante especiais.
Com a recente aprovação da criação do Instituto Nacional de Biotecnologias para o Setor Mineral (Inabim), coordenado por Nascimento, as pesquisas devem ganhar impulso. O instituto buscará soluções para a recuperação de áreas degradadas pela mineração e o aproveitamento de resíduos. Projetos como esses devem ser estimulados pela sociedade civil, pois podem trazer benefícios significativos para a recuperação ambiental e a economia local.

O governo de São Paulo anunciou uma subvenção histórica de R$ 100 milhões para o seguro rural, visando proteger produtores diante das mudanças climáticas. Apenas 10% da área plantada no Brasil é coberta por esse seguro, em contraste com os 80% dos Estados Unidos. A iniciativa, que já beneficiou 21 mil agricultores no ano passado, prioriza aqueles com Cadastro Ambiental Rural validado, que atualmente é de 26,3% no estado.

Sebastião Salgado, fotógrafo e defensor ambiental, faleceu aos 81 anos, deixando um legado de 50 anos de trabalho em prol da justiça social e da natureza. Ele fundou o Instituto Terra e recebeu diversos prêmios, incluindo o da Organização Mundial de Fotografia. Salgado alertou sobre a perda de biodiversidade e a crise hídrica, enfatizando a importância da conscientização. Mesmo próximo do fim da vida, continuou sua luta pela preservação ambiental, afirmando que sua vida está refletida em suas fotografias.

Guano de pinguins na Antártida gera nuvens que influenciam o clima local, com amônia em concentrações superiores às do oceano. Estudo revela impacto potencial no aquecimento e resfriamento da superfície.

Senador Luis Carlos Heinze discute prorrogação de dívidas para produtores rurais do RS. Heinze se reuniu com Guilherme Mello, do Ministério da Fazenda, para abordar a crise climática que afeta agricultores, com possibilidade de paralisação do setor em maio.

Uma onça-pintada foi flagrada por câmeras de segurança em Ladário, Mato Grosso do Sul, em busca de cães, evidenciando a aproximação dos felinos a áreas urbanas devido a secas e incêndios. A ONG Ecoa alerta para os impactos ambientais que forçam esses animais a invadir residências.
O Brasil se prepara para a COP30, que ocorrerá na Amazônia em 2025, com foco em políticas de desenvolvimento sustentável e segurança hídrica, segundo Valder Ribeiro, do MIDR. O evento reunirá quase 200 países.