Thaeme Mariôto compartilha sua experiência com abortos espontâneos em evento sobre maternidade, destacando a importância do acolhimento e da busca por causas. Ela incentivou outras mães a não silenciarem suas dores.

A cantora Thaeme Mariôto compartilhou sua experiência emocional durante o evento "A Voz e a Vez das Mães", onde falou sobre os desafios enfrentados após sofrer seis abortos espontâneos. Thaeme, que havia anunciado sua gestação, recebeu a notícia devastadora de que o coração do bebê havia parado de bater, levando-a a realizar um procedimento de Aspiração Manual Intrauterina (AMIU). Este momento de dor foi intensificado pela contradição entre as felicitações recebidas e a realidade de sua perda.
No evento, realizado na sede da Editora Globo, a artista enfatizou a importância do acolhimento e da busca por causas relacionadas às perdas gestacionais. A mesa de discussão, mediada pela editora da CRESCER, Renata Menezes, contou com a participação de especialistas que abordaram a relevância de investigar as causas dos abortos. O geneticista Gustavo Guida destacou que atualmente é possível identificar até oitenta por cento das perdas gestacionais devido a alterações cromossômicas.
Thaeme relatou que, após sua primeira perda, sentiu a necessidade de compartilhar sua dor, o que resultou em um acolhimento inesperado por parte de seus seguidores. Ela se tornou uma fonte de apoio para outras mulheres que enfrentaram situações semelhantes, ajudando muitas a buscarem as causas de suas perdas. A artista mencionou que, ao compartilhar sua história, conseguiu transformar sua dor em um propósito maior, ajudando outras mães a encontrarem esperança.
Durante a conversa, Thaeme também abordou o medo que sentiu em suas gestações subsequentes. Ela recordou momentos de ansiedade, como quando seu enjoo parou durante a gravidez de sua primeira filha, Liz, o que a fez temer uma nova perda. A artista revelou que, após sua experiência com fertilização in vitro (FIV) para ter Ivy, o medo aumentou, mas a busca por informações e apoio a ajudou a lidar com esses sentimentos.
Thaeme detalhou a cronologia de suas perdas, começando com a primeira gestação, que resultou na perda de uma menina chamada Yasmim. Após essa experiência, ela engravidou novamente, mas enfrentou outra perda antes de ter Liz. A artista também mencionou que, após a FIV, teve mais duas perdas, levando-a a decidir que seu marido deveria realizar uma vasectomia para evitar mais dor.
Ao final, Thaeme deixou uma mensagem de apoio para mulheres que enfrentam lutos invisíveis, ressaltando que cada dor é válida e que a busca por informações é essencial. Sua história inspira a união em torno de causas que apoiem mães que enfrentam perdas gestacionais, mostrando que a solidariedade pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres.

O Governo Federal lançará em agosto a Política Nacional de Ordenamento Territorial (PNOT), visando organizar o uso do território e prevenir conflitos sociais e ambientais. A proposta, apresentada por João Mendes, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, busca equilibrar desenvolvimento econômico e qualidade de vida, evitando os custos sociais de grandes obras, como a Usina de Belo Monte. A PNOT incluirá instrumentos de monitoramento e avaliação, servindo como referência para gestores públicos em todo o Brasil.

Francisco Galeno, artista plástico de Brasília, faleceu em 2 de junho, gerando luto na cena artística. Sua obra, que unia Brasília e Piauí, reflete a precariedade da saúde pública no Brasil.

O psicólogo Jonathan Haidt alertou sobre os efeitos prejudiciais da hiperconectividade na saúde mental, destacando a perda de atenção e o impacto do uso de smartphones na geração Z. Durante sua palestra em São Paulo, ele enfatizou que a infância foi radicalmente transformada, resultando em aumentos alarmantes de depressão e ansiedade entre adolescentes. Haidt elogiou a lei brasileira que proíbe celulares nas escolas, considerando-a essencial para restaurar uma infância saudável e normal.

Neste sábado, 26, acontece a 14ª Lavagem do Cais do Valongo, celebrando a cultura negra com cortejo, apresentações e atividades abertas ao público, sob a liderança da Iyalorixá Edelzuita de Oxaguian. O evento destaca a importância da memória e identidade negra, promovendo um espaço de dignidade e reflexão sobre a história no coração da cidade.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) lançou um cartão de crise para pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), visando um atendimento mais rápido e seguro em crises psíquicas. A iniciativa, que é voluntária, permite que os pacientes compartilhem informações essenciais com familiares e profissionais de saúde, promovendo autonomia e cuidado personalizado. O cartão será gerado de forma padronizada, garantindo eficiência e uniformidade em todos os Caps.

Cristian Morales, da OPAS, enfatizou na 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador a saúde como um direito humano essencial, pedindo políticas inclusivas e participação social para fortalecer o SUS.