Um estudo da USP revela que traumas na infância estão ligados a um terço dos transtornos mentais em adolescentes. A pesquisa, publicada no The Lancet Global Health, analisou 4.229 jovens e encontrou que 81,2% vivenciaram traumas até os 18 anos. A pesquisa destaca a necessidade de intervenções precoces para reduzir o impacto desses transtornos.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido, revelou que um terço dos diagnósticos de transtornos mentais em adolescentes está relacionado a traumas na infância. Publicados em fevereiro no The Lancet Global Health, os resultados foram obtidos a partir da análise de dados de quatro mil duzentos e vinte e nove adolescentes da Coorte de Nascimentos de Pelotas de dois mil e quatro, que acompanha a saúde de indivíduos desde o nascimento.
Os pesquisadores avaliaram diagnósticos psiquiátricos, como ansiedade, alterações de humor, déficit de atenção e hiperatividade, transtornos de conduta e de oposição, aos quinze e dezoito anos. O estudo identificou que, até os dezoito anos, oitenta e um vírgula dois por cento dos jovens já haviam vivenciado alguma situação traumática, e essas experiências foram responsáveis por trinta vírgula seis por cento dos transtornos psiquiátricos nessa faixa etária.
A pediatra Alicia Matijasevich, professora associada da USP e uma das autoras do estudo, destacou que a adolescência é um período crítico para o desenvolvimento da saúde mental, quando muitos transtornos emergem ou se agravam. Embora estudos anteriores em países desenvolvidos já tenham indicado a relação entre traumas na infância e transtornos mentais, a literatura sobre o tema em países de média e baixa renda ainda é escassa.
O estudo analisou a exposição a doze tipos de trauma, incluindo acidentes graves, incêndios, desastres naturais, violência doméstica e abuso físico ou sexual. A pesquisa também ressaltou que, em países de média e baixa renda, a prevalência de adversidades na infância é maior, enquanto os serviços de saúde mental são mais limitados, o que agrava o impacto dessas experiências.
Os transtornos de conduta e oposição, ansiedade e humor foram os mais comuns entre os adolescentes avaliados. Os transtornos de conduta são caracterizados por desobediência e agressividade, enquanto os transtornos de ansiedade envolvem medo excessivo e preocupação persistente. Já os transtornos de humor incluem condições como depressão e transtorno afetivo bipolar, que afetam significativamente o bem-estar e a funcionalidade dos jovens.
Os resultados do estudo são fundamentais para a identificação precoce de adolescentes em risco de desenvolver transtornos mentais, especialmente em contextos vulneráveis. A pesquisa sugere que a prevenção e a intervenção precoce podem ter um impacto significativo na redução da carga desses transtornos. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser crucial para apoiar iniciativas que ajudem a mitigar os efeitos de traumas na infância e promover a saúde mental dos jovens.

O Brasil investiga dois casos suspeitos de sarampo em Tocantins, ligados a um surto na Bolívia. O Ministério da Saúde alerta para o risco de disseminação da doença, que é altamente contagiosa.

A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, por câncer colorretal, ressalta a urgência do diagnóstico precoce. O oncologista Ramon Andrade de Mello destaca a biópsia líquida como inovação crucial na detecção da doença.

Estudos recentes mostram que o consumo diário de uvas pode reduzir o colesterol LDL e preservar a massa muscular em idosos, promovendo saúde cardiovascular e metabólica. Pesquisadores destacam a importância dessa fruta na dieta para melhorar a qualidade de vida na terceira idade.

Em 2022, o Brasil registrou 17 mil novos casos de câncer de útero, evidenciando a urgência de reconhecer sintomas iniciais como sangramentos e dores abdominais para um diagnóstico precoce. A falta de informação pode atrasar o tratamento e reduzir as chances de cura.

A Prefeitura de São Paulo lançou uma campanha de vacinação contra a influenza em estações da CPTM e terminais de ônibus até 27 de junho, visando aumentar a cobertura vacinal. O imunizante está disponível para maiores de seis meses.

O Brasil enfrenta um aumento alarmante de casos de síndrome respiratória aguda grave, levando a estados e municípios a declararem emergência em saúde pública. O pneumologista Carlos Carvalho alerta para a vulnerabilidade de crianças, idosos e pessoas com comorbidades, destacando a importância da vacinação e medidas preventivas, como uso de máscaras e higiene das mãos, para conter a propagação das viroses respiratórias.