A Universidade das Quebradas lançou o curso "Suassuna Quebradeiro" em 2024, promovendo a formação de escritores periféricos no Rio de Janeiro, que é a Capital Mundial do Livro. A iniciativa visa dar voz à periferia e já resultou na publicação de obras.

No ano em que o Rio de Janeiro foi nomeado Capital Mundial do Livro pela Unesco, a atenção se volta para a formação de novos escritores, especialmente da periferia. Dados do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) revelam que cerca de trinta mil autores publicam anualmente fora do mercado tradicional. Muitos desses aspirantes a escritores buscam aprimorar sua escrita em projetos que visam desenvolver novos talentos, como a Universidade das Quebradas, idealizada pela professora Heloisa Teixeira.
A Universidade das Quebradas, que começou em 2009 na Faculdade de Letras da UFRJ, agora realiza seus cursos na Academia Brasileira de Letras (ABL), em parceria com o Instituto Odeon. O primeiro curso, "Machado Quebradeiro", foi realizado em 2024 e teve como objetivo promover a escrita periférica, reconhecendo Machado de Assis como um autor negro de destaque. A coordenadora pedagógica, Drica Madeira, enfatiza que o projeto é voltado principalmente para pessoas sem acesso à universidade, mas que já escrevem e buscam mais espaço e técnica.
O curso formou quarenta e cinco novos escritores, resultando na publicação do livro "Machado Quebradeiro", lançado na Bienal do Livro. A segunda edição, iniciada em abril de 2025, tem como tema a obra de Ariano Suassuna e conta com a participação de mais de cinquenta alunos, chamados de "quebradeiros". As aulas ocorrem semanalmente, com palestras da ABL e oficinas virtuais, proporcionando uma experiência formativa diversificada.
A proposta da Universidade das Quebradas é criar novas relações entre saberes acadêmicos e experiências culturais. O projeto, que já abordou temas como "Arte Preta" e "Invenção do Nordeste", agora se expande com o apoio de diversos parceiros, incluindo a Festa Literária das Periferias (Flup). O presidente da ABL, Merval Pereira, destaca a continuidade do trabalho de Heloisa Teixeira, que sempre defendeu uma universidade acessível e inclusiva.
O ciclo de conferências, iniciado em maio de 2024, conta com a participação de renomados nomes da literatura e da cultura, como Bráulio Tavares e Gilberto Gil. A iniciativa visa fomentar a troca de conhecimentos e experiências, fortalecendo a voz da periferia no cenário literário. O projeto se destaca como um laboratório de tecnologias sociais, promovendo a criação e a produção de conhecimento de forma colaborativa.
Iniciativas como a Universidade das Quebradas são essenciais para dar visibilidade a novos talentos e promover a diversidade na literatura. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar e expandir projetos que buscam inclusão e formação de escritores, garantindo que vozes da periferia sejam ouvidas e valorizadas. Juntos, podemos contribuir para um futuro mais rico e diversificado na literatura brasileira.

Fernando Fernandes, apresentador do Esporte Espetacular e atleta paralímpico, experimentou um exoesqueleto robótico, revivendo a emoção de estar de pé após 16 anos. Ele expressou a esperança de voltar a andar, destacando a sensação de seus pés no chão.

O programa AgroAmigo, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, oferece R$ 1 bilhão em microcrédito a juros de 0,5% ao ano, beneficiando mais de 100 mil famílias agricultoras. Agricultores familiares, indígenas e extrativistas podem solicitar até R$ 35 mil, com prazos de até três anos para pagamento e bônus de adimplência de até 40%.

Tifanny Abreu, primeira atleta trans a vencer a Superliga feminina de vôlei, destaca a luta por visibilidade e direitos no esporte, enquanto novas regras de testosterona geram polêmica e resistência.

O Icesp anunciou os finalistas da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, destacando inovações em oncologia, como um inibidor contra leucemia e novas tecnologias para detecção de câncer. A premiação ocorrerá em agosto.

O presidente da Federação das Quadrilhas Juninas do Distrito Federal, Robson Vilela, destaca a relevância social e econômica do movimento junino, que mobiliza comunidades e gera empregos. Em 2025, quadrilhas investem até R$ 350 mil em suas apresentações, refletindo a crescente valorização do setor.

A Cia Navega Jangada estreia "O Varal" em São Bernardo do Campo no dia 11 de junho, com apresentações gratuitas em São Paulo, explorando a maternidade de forma íntima e visceral. O espetáculo, dirigido por Talita Cabral, aborda os desafios e as belezas da maternidade real, com intérprete de Libras e audiodescrição em algumas sessões.