Impacto Social

Universidade de Brasília recebe estudantes acima de 60 anos em busca de novos conhecimentos e oportunidades

Estudantes com mais de 60 anos, como Edvaldo Oliveira, Norma Aparecida e Victor Fidelis, retornam à Universidade de Brasília, superando desafios e buscando novos aprendizados em suas vidas. A inclusão na educação superior traz oportunidades e realizações de sonhos antigos.

Atualizado em
June 8, 2025
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Victor voltou à UnB quase 50 anos depois da primeira graduação - (crédito: Letícia Mouhamad/CB/DA Press)

A Universidade de Brasília (UnB) tem se destacado na inclusão de estudantes com mais de 60 anos, permitindo que mais de 250 alunos, como Edvaldo Oliveira, Norma Aparecida e Victor Fidelis, retornem ao ambiente acadêmico. Edvaldo, de 62 anos, ingressou no curso de geografia e enfrenta o desafio de se adaptar às plataformas digitais e à rotina universitária, enquanto trabalha como servidor público federal. Ele expressa gratidão pelo acolhimento recebido e destaca a importância do apoio de seus filhos durante essa nova fase.

Norma Aparecida, também com 62 anos, começou o curso de letras após 45 anos longe dos estudos. Ela relata a dificuldade de equilibrar trabalho e família, mas está determinada a superar os desafios. "Não será fácil, mas não está sendo impossível", afirma, ressaltando a importância de ter foco e perseverança. Sua emoção ao ser aprovada no vestibular é um reflexo do sonho realizado de voltar a estudar.

Victor Fidelis, de 69 anos, retornou à UnB após quase 50 anos, motivado pela necessidade de ajudar sua filha em disciplinas de cálculo. Ele conquistou uma vaga no curso de matemática e observa as mudanças na universidade desde sua primeira graduação. Para ele, a diversidade de estudantes e a democratização do ensino são aspectos positivos da nova realidade acadêmica.

Os relatos desses estudantes mostram que a busca pelo conhecimento não tem idade e que a educação superior pode abrir novas oportunidades de trabalho e renda. A experiência de Edvaldo, Norma e Victor ilustra a importância de um ambiente acadêmico inclusivo, que valoriza a troca de experiências entre gerações.

Além dos desafios enfrentados, os estudantes destacam a relevância do apoio mútuo e da solidariedade entre colegas. A construção de uma rede de suporte é fundamental para que esses alunos mais velhos possam se adaptar e prosperar em suas jornadas acadêmicas.

Iniciativas como a inclusão de estudantes mais velhos na UnB devem ser incentivadas pela sociedade. A união em torno de projetos que promovam a educação e a reintegração de pessoas ao ambiente acadêmico pode transformar vidas e fortalecer a comunidade. O apoio a essas causas é essencial para garantir que mais pessoas tenham a oportunidade de realizar seus sonhos educacionais.

Correio Braziliense
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