A USP promoveu um hackathon com a participação de órgãos do setor energético, resultando em cinco soluções inovadoras para desafios como monitoramento de energia solar e simplificação do mercado livre. Os grupos vencedores, que receberam R$ 5.000 cada, apresentaram propostas que utilizam tecnologia para otimizar o consumo e a geração de energia no Brasil, destacando a colaboração entre academia, governo e empresas.

A Universidade de São Paulo (USP) realizou um hackathon que envolveu cerca de setenta participantes, com o objetivo de encontrar soluções para os desafios do setor energético brasileiro. O evento, que ocorreu na última sexta-feira, contou com a participação de órgãos como o Operador Nacional do Sistema (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os cinco grupos vencedores receberam R$ 5 mil cada, após uma semana de trabalho intenso.
O ONS buscava entender a relação entre temperatura e consumo de energia. Um dos grupos vencedores utilizou ferramentas de aprendizado de máquina para analisar dados e confirmou que o consumo de energia aumenta no verão, especialmente à tarde, com um pico de carga elétrica que ocorre uma a duas horas após o pico de irradiação solar. Essa descoberta pode ajudar o ONS a projetar a carga necessária de energia ao longo do dia.
A EPE, por sua vez, solicitou soluções para monitorar a geração em tempo real de painéis solares em residências. O grupo vencedor, composto por membros da Metenergy, desenvolveu um modelo que correlaciona dados meteorológicos com a geração de eletricidade, permitindo estimar a produção de energia quase em tempo real. Essa inovação é crucial para otimizar o uso de sistemas de geração distribuída, especialmente em áreas urbanas como São Paulo.
A CCEE pediu propostas para simplificar a abertura do mercado livre de energia, atualmente restrito a grandes consumidores. Com uma nova medida provisória, espera-se que, a partir de dezembro de 2027, todos os consumidores possam participar. O grupo vencedor sugeriu um marketplace integrado ao WhatsApp, que ajudaria os consumidores a escolherem os melhores planos de energia elétrica, facilitando a compreensão dos contratos através de elementos gráficos.
Além disso, a Aneel desafiou os participantes a desenvolverem soluções para identificar áreas com dificuldades de acesso devido a furtos de energia. O grupo vencedor sobrepôs dados de restrições operativas com informações de segurança pública e detectou que 20% das restrições da distribuidora não coincidiam com os dados dos Correios, indicando a necessidade de revisão nas métricas utilizadas.
O evento, coordenado por Erik Eduardo Rego, ex-diretor da EPE, foi considerado um sucesso, destacando a colaboração entre academia, governo e empresas. As soluções apresentadas demonstraram criatividade e capacidade de aprendizado rápido. Iniciativas como essa devem ser incentivadas pela sociedade civil, pois podem transformar o setor energético e beneficiar milhões de brasileiros.

Ana Flávia Cabral, CEO da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, planeja usar inteligência artificial para criar concertos com vozes de cantores falecidos, promovendo inovação e diversidade na música clássica. A OSB, que completa 85 anos em 2025, busca romper com a imagem tradicional da orquestra, destacando a presença feminina em sua gestão e repertório.

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) lança o programa Rio Lilás para educar sobre violência doméstica nas escolas, promovendo a conscientização e a prevenção desde a infância. A iniciativa, coordenada pela desembargadora Adriana Ramos de Mello, envolve magistrados em encontros com alunos e premiará os melhores trabalhos com o "Selo/Prêmio Fluminense de Educação em Direitos das Mulheres Coem/TJRJ – Carolina Maria de Jesus". O programa também criará o "Espaço Maria da Penha" nas escolas, com acervo sobre direitos das mulheres.

O BNDES retoma investimentos em participações acionárias com aporte de R$ 114 milhões no Grupo Santa Clara, visando fortalecer a economia verde e inovação. A ação marca uma mudança após quase dez anos sem novos investimentos.

Nei Lopes, aos 83 anos, lançou o "Dicionário de direitos humanos e afins" na Flip 2025, criticando a atual lógica do carnaval e destacando a importância da convivência comunitária. Ele também trabalha em uma autobiografia e uma obra sobre religiões afro-americanas.

Dan Ioschpe foi nomeado "high-level climate champion" da COP30, que ocorrerá no Brasil em novembro, visando engajar setores diversos na redução de emissões e atração de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático.

Relatório da KidsRights revela que um em cada sete jovens enfrenta problemas de saúde mental, com uso problemático de redes sociais ligado a tentativas de suicídio. A situação exige atenção urgente.