Impacto Social

Violência doméstica: impacto devastador na saúde mental das mulheres e a importância do apoio adequado

A nova Lei 8913/25 no Rio de Janeiro exige a denúncia de violência doméstica em condomínios, destacando a importância de apoio terapêutico e jurídico para as vítimas, segundo a advogada Letícia Peres.

Atualizado em
August 6, 2025
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Violência contra a mulher é percebida de maneira diferente entre gerações — Foto: Freepik

A violência doméstica é um problema global que afeta milhões de mulheres, manifestando-se em diversas formas de abuso, como físico, emocional, psicológico e patrimonial. Essa situação gera consequências severas para a saúde mental das vítimas, que podem desenvolver transtornos como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). A advogada Letícia Peres ressalta a importância de entender os efeitos devastadores da violência na saúde das mulheres para romper o ciclo de abuso e promover a recuperação.

Segundo Letícia Peres, o ambiente de constante medo e insegurança dificulta o bem-estar emocional das vítimas. Ela afirma que “a violência doméstica cria um ciclo de sofrimento que pode ser difícil de romper sem o apoio adequado”. Além disso, a violência impacta negativamente o relacionamento das mulheres com seus filhos e familiares, gerando um clima de tensão no lar.

As mulheres frequentemente sentem vergonha ou culpa, acreditando que são responsáveis pela violência, o que agrava seu sofrimento psicológico. Esse sentimento é muitas vezes reforçado pelo agressor, criando uma dependência emocional difícil de quebrar. Para Letícia, é essencial que as vítimas tenham acesso a abordagens terapêuticas adequadas, incluindo atendimento psicológico, psiquiátrico, farmácia popular, grupos de apoio e assistência jurídica.

A intervenção precoce é fundamental para prevenir o agravamento dos danos à saúde mental e auxiliar na construção de uma nova vida longe do agressor. Letícia destaca que a assessoria jurídica e o suporte emocional são cruciais para restaurar a dignidade e o bem-estar das vítimas. Em casos de violência física, a orientação é acionar o 190, enquanto outras formas de violência podem ser denunciadas pelo número 180 ou em Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM).

No Rio de Janeiro, a nova Lei 8913/25 obriga a denúncia de casos de violência doméstica em condomínios residenciais e comerciais. Letícia enfatiza que a sociedade deve reconhecer o impacto da violência na saúde psíquica das mulheres e trabalhar para criar redes de apoio e políticas públicas eficazes. “A conscientização e a educação sobre o tema são essenciais para romper o ciclo de violência”, conclui.

Nesta luta contra a violência doméstica, a união da sociedade pode fazer a diferença. Projetos que visam apoiar as vítimas e promover a conscientização são fundamentais para garantir um futuro mais seguro e saudável para todas as mulheres. A mobilização em torno dessas causas pode trazer mudanças significativas e ajudar a construir um ambiente de apoio e proteção.

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