Após a morte da cantora Preta Gil, o A.C.Camargo Cancer Center observou um aumento de 99% na busca por colonoscopias e 83% nas consultas sobre câncer colorretal, ressaltando a urgência do diagnóstico precoce.

Após a morte da cantora Preta Gil, que lutava contra câncer colorretal, o A.C.Camargo Cancer Center, um dos principais centros de tratamento de câncer em São Paulo, observou um aumento expressivo na procura por colonoscopias. Esse exame é fundamental para o diagnóstico e a prevenção da doença, que afeta o intestino grosso e o reto. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) recomenda a realização da colonoscopia a partir dos 45 anos, ou aos 40 anos em caso de histórico familiar.
Entre os dias 21 e 28 de julho, o A.C.Camargo registrou um aumento de 99% nas solicitações para agendamento de colonoscopias. Além disso, as consultas com especialistas em câncer colorretal cresceram em 83%. O câncer colorretal é o terceiro mais comum no Brasil, atrás apenas do câncer de pele e de mama, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
A incidência da doença tem aumentado entre adultos jovens, e a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) prevê um crescimento contínuo nos próximos anos. Apesar de sua gravidade, o câncer colorretal pode ser prevenido com diagnóstico precoce. Dados do Observatório do Câncer do A.C.Camargo indicam que as taxas de sobrevida podem alcançar 95% nos estágios iniciais e cerca de 80% no estágio 2.
Infelizmente, cerca de 55% a 60% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, o que requer tratamentos mais agressivos, como cirurgias e quimioterapia. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a colonoscopia apenas quando há indicação clínica, enquanto o exame de sangue oculto nas fezes está disponível nas unidades básicas de saúde.
Os oncologistas alertam para a importância de buscar atendimento médico ao apresentar sintomas como sangramento nas fezes, alterações no ritmo intestinal, dor abdominal ou perda de peso inexplicada. Esses sinais podem ser indicativos de câncer colorretal e devem ser avaliados por um especialista.
Neste contexto, a união da sociedade é fundamental para apoiar iniciativas que promovam a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e do acesso a exames preventivos. Projetos que visem a educação e a saúde pública podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas, ajudando a reduzir a incidência dessa doença e a salvar vidas.

Campanha de vacinação contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos no Brasil atinge apenas 1,5% do público-alvo, com 106 mil vacinados de 7 milhões possíveis. Especialistas apontam falhas na comunicação e acesso.

Estudo da iniciativa RECOVER revela que mulheres têm risco 31% a 44% maior de desenvolver covid-19 longa em comparação aos homens, influenciado por fatores como gestação e menopausa. A pesquisa destaca a necessidade de entender as disparidades biológicas entre os sexos e suas implicações no tratamento.

Neste 6 de junho, celebra-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho, essencial para a detecção precoce de doenças em recém-nascidos. A Lei nº 14.154, sancionada em 2021, busca ampliar o número de doenças rastreadas pelo SUS, mas sua implementação ainda é desigual entre os estados, com conclusão prevista para 2025.

Estudo da FMB-Unesp indica que a vitamina D pode potencializar a quimioterapia em mulheres com câncer de mama, com 43% de remissão no grupo que recebeu suplementação. Pesquisadores destacam a acessibilidade da vitamina como alternativa promissora.

Ataques de abelhas africanizadas aumentaram 83% no Brasil entre 2021 e 2024, resultando em 125 mortes em 2023 e 2024. Pesquisadores da Unesp alertam para a falta de tratamento específico e registraram patente de soro antiapílico.

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta queda nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mas destaca o VSR como principal vírus em crianças e aumento em idosos em Minas Gerais e Pará. A vacinação é crucial.