Meio Ambiente

Abril de 2025 registra temperaturas alarmantes, sendo o segundo abril mais quente da história global

Abril de 2025 foi o segundo abril mais quente já registrado, com temperaturas 1,51°C acima dos níveis pré-industriais, segundo o observatório Copernicus. A sequência de meses acima de 1,5°C é um alerta para as mudanças climáticas.

Atualizado em
May 8, 2025
Clock Icon
4
min
Moradores de Carachi, no Paquistão, usam jato de água para aliviar calor - Asif Hassan - 21.abr.25/AFP

O mês de abril de 2025 registrou temperaturas médias de 14,96°C, tornando-se o segundo abril mais quente da história, com um aumento de 1,51°C em relação aos níveis pré-industriais. Apenas 0,07°C abaixo do recorde anterior, estabelecido em abril de 2024, esses dados foram divulgados pelo observatório Copernicus, da União Europeia. Este evento marca o 21º mês em que a média global superou a meta de 1,5°C, considerada crítica para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.

A sequência de meses com temperaturas acima desse limite é um sinal de alerta para os cientistas. Embora a barreira de 1,5°C não tenha sido oficialmente ultrapassada, a continuidade desses registros é preocupante. O ano de 2024 já havia sido declarado o mais quente da história, com um aumento de 1,6°C em relação aos níveis pré-industriais. Samantha Burgess, líder estratégica para clima no Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF), ressaltou a importância do monitoramento climático contínuo.

Na Europa, as temperaturas estiveram predominantemente acima da média, especialmente no leste europeu e na Rússia. Contudo, algumas regiões, como a Turquia e partes da Romênia, apresentaram temperaturas abaixo do esperado. Globalmente, anomalias positivas foram observadas em várias regiões, incluindo América do Norte e partes da Austrália, enquanto o leste do Canadá e o sul da América do Sul registraram temperaturas abaixo da média.

A temperatura média na superfície dos oceanos também subiu, com abril de 2025 apresentando o segundo valor mais alto já documentado para o mês. O nordeste do Atlântico Norte destacou-se com temperaturas recordes, enquanto o Mediterrâneo, embora menos extremo que em março, também apresentou valores elevados. A extensão do gelo marinho no Ártico ficou 3% abaixo da média, e na Antártida, a redução foi de 10% em relação ao esperado.

Além das anomalias térmicas, abril trouxe variações nas condições hidrológicas. Regiões da Europa Central e Grã-Bretanha enfrentaram secas, enquanto outras áreas, como os Alpes, sofreram com chuvas intensas, resultando em inundações e deslizamentos de terra. O Canadá, Alasca e partes da América do Sul também registraram precipitações acima do normal, contrastando com a escassez de chuvas em diversas áreas da América do Norte e da Ásia.

Diante desse cenário alarmante, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem mitigar os impactos das mudanças climáticas. Projetos que promovem a conscientização e a adaptação às novas realidades climáticas podem fazer a diferença. A união em torno de causas ambientais é fundamental para enfrentar os desafios que se avizinham e garantir um futuro mais sustentável para todos.

Folha de São Paulo
Quero ajudar

Leia mais

Turista de São Paulo é ferida por tubarão-lixa em Fernando de Noronha e passa por atendimento médico
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Turista de São Paulo é ferida por tubarão-lixa em Fernando de Noronha e passa por atendimento médico
News Card

Uma turista de São Paulo sofreu ferimentos na mão após um ataque de tubarão-lixa em Fernando de Noronha. O ICMBio investiga a alimentação irregular de tubarões na área, prática proibida que ameaça o ecossistema local.

Pica-pau-de-banda-branca é registrado pela primeira vez no Parque Nacional da Tijuca, surpreendendo especialistas
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Pica-pau-de-banda-branca é registrado pela primeira vez no Parque Nacional da Tijuca, surpreendendo especialistas
News Card

Registros inéditos do pica-pau-de-banda-branca (Dryocopus lineatus) foram feitos no Parque Nacional da Tijuca, revelando a importância da espécie para o ecossistema local. O professor Henrique Rajão documentou a presença da ave, que não constava no Plano de Manejo da área.

Brasil busca reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental para exploração mineral
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Brasil busca reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental para exploração mineral
News Card

O governo brasileiro solicitou à ONU o reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental, visando ampliar a exploração econômica e enfrentar desafios ambientais. A estrutura submarina, rica em minerais essenciais, pode garantir direitos exclusivos de exploração, mas também exige responsabilidade na conservação ambiental.

Tubarão anequim de 300 kg é encontrado morto na praia Lagoa do Siri em Marataízes, Espírito Santo
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Tubarão anequim de 300 kg é encontrado morto na praia Lagoa do Siri em Marataízes, Espírito Santo
News Card

Um tubarão anequim de aproximadamente 300 kg foi encontrado morto na praia Lagoa do Siri, em Marataízes, possivelmente atacado por um marlim. Especialistas alertam sobre os riscos de consumir animais marinhos encalhados.

Pesquisadores descobrem jequitibá-rosa de 65 metros na Mata Atlântica, a maior árvore da região
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Pesquisadores descobrem jequitibá-rosa de 65 metros na Mata Atlântica, a maior árvore da região
News Card

Pesquisadores descobriram um jequitibá-rosa de 65 metros na Reserva Biológica Mata Escura, em Minas Gerais, destacando a importância da conservação para a biodiversidade. A tecnologia foi essencial para essa descoberta.

Ativista Nathaly Kelley critica COP30 e defende tecnologias indígenas como solução para a crise climática
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Ativista Nathaly Kelley critica COP30 e defende tecnologias indígenas como solução para a crise climática
News Card

No painel Forecasting COP30 do Web Summit Rio, Nathaly Kelley criticou a influência corporativa nas conferências climáticas, enquanto Nielsen destacou a urgência de reduzir emissões. Ambos discutiram soluções para a crise climática.