Uma pesquisa da Escola de Enfermagem da USP revela que, embora 90,1% dos hipertensos afirmem seguir o tratamento, apenas 32,4% realmente o fazem, evidenciando a discrepância entre autorrelato e realidade. A pesquisa, que utilizou questionários e exames de urina, destaca a necessidade de métodos objetivos para avaliar a adesão ao tratamento, crucial para evitar complicações graves da hipertensão.

A hipertensão arterial representa um significativo desafio de saúde pública no Brasil, mesmo com o tratamento gratuito disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP) revelou uma discrepância alarmante entre a adesão ao tratamento relatada pelos pacientes e a realidade. Embora noventa vírgula um por cento dos hipertensos afirmem seguir o tratamento, apenas trinta e dois vírgula quatro por cento realmente o fazem, conforme análise objetiva.
O estudo, que envolveu duzentos e cinquenta e três participantes, utilizou um questionário de autorrelato e exames de urina para verificar a presença de medicamentos. A pesquisa destacou que muitos pacientes superestimam sua adesão ao tratamento, muitas vezes por medo de julgamento ou por não perceberem que não estão seguindo corretamente as orientações médicas. A doutoranda Mayra Pádua Guimarães, autora da pesquisa, explica que o autorrelato pode ser influenciado por vieses, enquanto o exame de urina oferece uma análise mais precisa.
A hipertensão não tratada é um fator de risco para diversas condições graves, como acidente vascular encefálico (AVE) e infarto. Embora intervenções não farmacológicas, como hábitos saudáveis e atividade física, sejam importantes, a maioria dos hipertensos necessita de medicamentos para controlar a pressão arterial. A pesquisa também revelou que a avaliação da adesão ao tratamento é complexa, sem um método padrão, e recomenda a combinação de abordagens diretas e indiretas.
O questionário aplicado incluiu a Escala de Morisky e Green Levine, que avalia a adesão com base em quatro perguntas. O esquecimento foi identificado como o principal fator para a falta de adesão, com sete vírgula cinco por cento dos participantes relatando essa dificuldade. A análise de urina, por sua vez, considerou a adesão como a presença de pelo menos oitenta por cento dos medicamentos prescritos, resultando em apenas trinta e dois vírgula quatro por cento de adesão confirmada.
Mayra também levantou hipóteses sobre a disparidade entre os dados do autorrelato e os resultados do exame, como o viés de memória e a possibilidade de que alguns pacientes tenham tomado os medicamentos apenas em dias específicos. Apesar das limitações do estudo, a metodologia objetiva reforça a confiabilidade dos achados, evidenciando a diferença entre o que os pacientes relatam e o que realmente praticam.
Além dos fatores pessoais, a continuidade do tratamento pode ser afetada por questões de acesso aos medicamentos, mesmo com a oferta do SUS. Desabastecimentos e problemas logísticos podem comprometer o cuidado. A pesquisa, que recebeu reconhecimento no 32º Congresso da Sociedade Brasileira de Hipertensão, destaca a importância de iniciativas que promovam o acesso e a adesão ao tratamento, pois a união da sociedade pode fazer a diferença na vida de muitos hipertensos.
A Força Nacional do SUS realizou 180 atendimentos médicos em Boca do Acre, em parceria com o CNJ, identificando demandas de saúde e promovendo educação em saúde na Amazônia Legal. A ação visa melhorar o acesso a serviços essenciais.
No Distrito Federal, foram registrados 23 casos do sorotipo 3 da dengue em 2024, levando a Secretaria de Saúde a intensificar ações de combate, incluindo um novo inseticida e aumento no número de agentes de saúde.

Em 25 de junho, Dia Mundial do Vitiligo, especialistas enfatizam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento, além do apoio psicológico para pacientes, destacando o legado de Michael Jackson.
O Ministério da Saúde iniciou uma inspeção em farmácias do Programa Farmácia Popular, após garantir a gratuidade total dos medicamentos desde fevereiro de 2025. A ação visa prevenir irregularidades e retomar a fiscalização, interrompida em 2021.

A anemia, especialmente a causada pela deficiência de ferro, afeta milhões globalmente, com sintomas como falhas de memória e "nevoeiro" mental. O tratamento pode ser oral ou intravenoso, dependendo da gravidade.

Crianças e adolescentes enfrentam riscos mortais em desafios virais nas redes sociais. A morte da menina Sarah Raíssa, de 8 anos, após inalar desodorante, reacende a discussão sobre a responsabilidade de quem promove esses conteúdos. Desde 2014, 33 jovens perderam a vida no Brasil por conta de desafios perigosos. O Instituto Dimi Cuida, fundado após a morte de um menino em 2014, busca conscientizar sobre esses riscos. Especialistas alertam que a busca por aceitação social e a pressão do grupo são fatores que levam os jovens a participar desses desafios. A investigação sobre a postagem do vídeo que levou à morte de Sarah pode resultar em penas severas para o responsável. Uma marcha em homenagem à menina mobilizou a comunidade escolar, destacando a importância da vigilância no uso das redes sociais.