Especialistas alertam sobre a falta de preparo dos pais para a adolescência, fase marcada por transformações intensas. Livros e projetos como "Adolescência Simples" buscam preencher essa lacuna de conhecimento.

A adolescência é frequentemente percebida como uma fase de rebeldia e risco, o que gera estigmas que dificultam a preparação dos pais para essa etapa. Especialistas afirmam que, ao contrário da primeira infância, onde há uma busca intensa por informações e preparação, a adolescência é muitas vezes negligenciada. A literatura acessível sobre o tema é escassa, o que contribui para o despreparo dos pais.
O psicólogo Renato Caminha destaca que a adolescência envolve transformações cerebrais significativas, como alterações hormonais e emocionais. Ele menciona a "Síndrome Normal da Adolescência", que descreve essa fase como um período de transgressão e busca de identidade. Caminha questiona por que os pais não buscam conhecimento sobre a adolescência, assim como fazem na primeira infância.
Para suprir essa lacuna, Caminha lançou livros que traduzem a linguagem científica em algo mais prático, como "Falando Sério Sobre Adolescência". A aceitação desses materiais é positiva, com a primeira tiragem de um de seus livros alcançando cinco mil exemplares. A mudança de papel dos pais, que passam de "pilotos" a "copilotos", é um desafio que muitos enfrentam durante a adolescência dos filhos.
Fabiana Nogueira Neves, educadora e terapeuta, relata sua experiência com os filhos adolescentes, enfatizando a montanha-russa emocional que essa fase representa. Apesar de ter investido na infância deles, ela se viu diante de novos desafios e incertezas. Para lidar com isso, buscou conhecimento, participando de cursos e lendo livros sobre disciplina positiva.
As psicólogas Claudia Oliveira e Carol Campos também ressaltam a importância de entender a adolescência, que ainda é uma fase pouco estudada. Elas criaram o projeto "Adolescência Simples", que oferece dicas e conceitos sobre o tema. Campos sugere que melhorar a comunicação e evitar julgamentos são fundamentais para uma convivência saudável durante essa fase.
O autoconhecimento dos pais é essencial para enfrentar os desafios da adolescência. A busca por informações não é um sinal de fraqueza, mas sim de amor e dedicação. Em um momento em que a desconexão entre pais e filhos pode ser intensa, iniciativas que promovam o entendimento e a comunicação podem fazer uma diferença significativa na vida das famílias.

Anna Muylaert estreia "A melhor mãe do mundo", um filme que retrata a vida de uma catadora em São Paulo, abordando violência e maternidade. A produção destaca uma equipe feminina e a dedicação de Shirley Cruz e Seu Jorge.

A Cia. Repentistas do Corpo apresenta o espetáculo "Quando Tudo Começou… Um Dia Fora do Tempo" nos dias 05 e 06 de julho, às 16h, no Teatro Paulo Eiró, com entrada gratuita. A montagem, inspirada no livro de César Obeid, explora mitos da criação de diversas culturas, promovendo uma reflexão sobre a relação com a natureza e a existência. A direção é de Sérgio Rocha e o elenco conta com artistas renomados da dança contemporânea.

Em agosto, o Núcleo de Gênero do MPDFT realizará o Fórum de Integração Todas Elas, promovendo o debate sobre estratégias de combate à violência doméstica, em homenagem à Lei Maria da Penha. O evento, aberto à sociedade civil e profissionais do sistema de justiça, visa fortalecer redes de proteção e garantir direitos às vítimas.

A Câmara dos Deputados aprovou a prorrogação de benefícios tributários para o setor audiovisual e a possibilidade de cortar repasses da Lei Aldir Blanc, visando economizar R$ 2 bilhões em 2025. A medida, que integra um pacote fiscal do governo Lula, permite ao governo federal reduzir os repasses anuais de R$ 3 bilhões se estados e municípios não utilizarem os recursos anteriores. A relatora, deputada Jandira Feghali, defendeu a importância dos recursos para a indústria cinematográfica, enquanto o deputado Gilson Marques criticou a prioridade dada à cultura em detrimento de áreas como saúde.

A Fundação Athos Bulcão retoma a construção de sua sede, projetada por Lelé, após 16 anos de espera, com apoio político e estimativa de custo entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões. O projeto visa criar um espaço cultural e educacional significativo para Brasília.

Cerca de 66% da população idosa no Brasil está conectada à internet, mas muitos enfrentam baixa conectividade. A inclusão digital é crucial para combater o idadismo e promover saúde mental e autonomia.