Estudo da Universidade de Edimburgo revela que mudanças na dieta, como a eliminação de glúten e laticínios, podem aliviar sintomas da endometriose, com 45% das participantes relatando melhora significativa. Médicos destacam a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento.

A endometriose é uma condição crônica que afeta mais de oito milhões de mulheres no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Essa doença é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, resultando em dor e inflamação. O manejo dessa condição é essencial, pois ela pode acompanhar a mulher por toda a vida. Recentemente, um estudo da Universidade de Edimburgo trouxe novas perspectivas sobre o tratamento, sugerindo que mudanças na dieta podem aliviar os sintomas.
Na pesquisa, que é considerada a maior já realizada sobre a relação entre dieta e endometriose, duas mil quinhentas e noventa e nove mulheres participaram. Dentre elas, 45% relataram melhora significativa ao eliminar glúten e laticínios de suas dietas. Além disso, 43% das participantes que reduziram a cafeína e 53% das que diminuíram o consumo de álcool também notaram alívio nos sintomas.
Ginecologistas afirmam que a alimentação pode ser uma aliada no tratamento da endometriose, embora não substitua os métodos tradicionais, como medicamentos e cirurgias. Aline Braz, uma das participantes do estudo, destacou que a mudança alimentar foi crucial para sua recuperação após uma cirurgia de videolaparoscopia. Ela reduziu o glúten em mais de sessenta por cento, retirou a lactose e o álcool, o que facilitou sua recuperação.
A ginecologista Alessandra Evangelista, especialista em Reprodução Assistida, explica que o tecido endometrial fora do útero é inflamatório e pode causar dor intensa. A alimentação inadequada pode agravar essa inflamação. Fernanda Nunes, também ginecologista, acrescenta que o consumo de glúten e laticínios pode provocar reações imunológicas que pioram a condição em algumas mulheres.
Nos últimos anos, a associação entre dieta e tratamento da endometriose ganhou destaque. Médicos observaram que algumas pacientes, mesmo após cirurgias e tratamentos hormonais, continuavam a sofrer com dores e baixa qualidade de vida. Aqueles que adotaram uma dieta mais saudável, evitando alimentos inflamatórios, relataram melhorias significativas.
As especialistas ressaltam a importância de uma abordagem multidisciplinar no tratamento da endometriose, que deve incluir cuidados médicos, apoio psicológico e orientações nutricionais. Essa união pode ser fundamental para melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas. Iniciativas que promovem a saúde e bem-estar dessas pacientes merecem apoio e incentivo da sociedade civil.

Pesquisadores da UFSCar descobriram uma alteração genética rara ligada a níveis elevados da proteína ADAM10, que pode ser um biomarcador para a detecção precoce da doença de Alzheimer. O estudo, que analisa o genótipo de quinhentos voluntários, busca desenvolver testes sanguíneos para identificar riscos de Alzheimer em estágios iniciais, contribuindo para diagnósticos mais precisos e triagens populacionais.

A Anvisa aprovou a primeira vacina contra chikungunya, e o Ministério da Saúde solicitará sua inclusão no SUS. O imunizante, desenvolvido pela Valneva com o Instituto Butantan, é seguro e de dose única.

Estudo da USP revela que a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é eficaz para insônia a curto prazo, enquanto a terapia de aceitação e compromisso (ACT) mostra resultados positivos a longo prazo, mesmo sem diretrizes específicas.

Pesquisadores revelaram que a cirurgia bariátrica, como bypass gástrico e gastrectomia vertical, proporciona perda de peso cinco vezes maior que injeções de agonistas do receptor GLP-1 em dois anos. O estudo, apresentado na Reunião Científica Anual de 2025 da Sociedade Americana de Cirurgia Metabólica e Bariátrica, destaca a eficácia da cirurgia em comparação com tratamentos medicamentosos, evidenciando a necessidade de otimização dos resultados e identificação de pacientes adequados para cada abordagem.

Preta Gil chegou aos Estados Unidos para dar continuidade ao tratamento contra o câncer de intestino, recebendo apoio de amigos como Ivete Sangalo. Ela deve permanecer no país por até dois meses em busca de novas opções terapêuticas.

O Brasil lidera em casos de depressão e ansiedade na América Latina, com a pandemia intensificando a busca por terapia. Profissionais capacitados são essenciais para garantir eficácia no tratamento.