A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta sobre o aumento de casos de bronquiolite em crianças devido ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no outono, destacando a importância de vacinas e anticorpos monoclonais.

Com a chegada do outono e a diminuição das temperaturas, a circulação de vírus respiratórios, especialmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), aumenta, exigindo atenção dos pais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou sobre um crescimento significativo de casos de bronquiolite e internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em várias regiões do Brasil. O VSR é o principal responsável pela bronquiolite em bebês, uma infecção que pode evoluir rapidamente de leve para grave.
Os sintomas iniciais da bronquiolite são semelhantes aos de um resfriado comum. Os pais devem ficar atentos a sinais como nariz entupido, coriza, tosse persistente, espirros e febre, que pode ou não ocorrer. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em um período de oito a quinze dias. Contudo, em cerca de um terço dos bebês infectados, a condição pode se agravar entre o terceiro e o quinto dia, apresentando sinais de alerta como dificuldade para respirar, respiração rápida e ofegante, chiado no peito, queda da saturação de oxigênio e falta de apetite.
Nos casos mais graves, a bronquiolite pode resultar em complicações sérias, como desidratação, pneumonia, apneia, insuficiência respiratória e infecções bacterianas secundárias, como otite. Bebês com menos de três meses, prematuros ou com doenças como fibrose cística e displasia broncopulmonar estão entre os grupos de risco para essas complicações. O tratamento para a maioria dos casos leves pode ser feito em casa, com hidratação e controle da febre, mas casos mais graves podem exigir internação.
Desde dois mil e vinte e três, o Brasil disponibiliza a vacina Abrysvo, recomendada para gestantes, visando proteger os bebês desde o nascimento até os seis meses. A vacina está disponível na rede privada e há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Para bebês do grupo de risco, o anticorpo monoclonal Palivizumabe pode ser administrado em cinco doses durante o outono e inverno. O Beyfortus, recentemente incorporado ao Programa Nacional de Imunização, fornece anticorpos prontos para combater o VSR, sem depender da resposta imunológica da criança.
Para prevenir a transmissão do VSR, recomenda-se evitar locais fechados e aglomerações com bebês, manter a higiene das mãos, não permitir que pessoas gripadas se aproximem e garantir que o calendário de vacinação esteja atualizado. Além disso, é importante higienizar brinquedos e objetos de uso frequente. O aumento da circulação do VSR exige atenção redobrada, especialmente em famílias com bebês pequenos.
Nessa situação, a união da sociedade pode fazer a diferença, ajudando a garantir que as famílias afetadas tenham acesso a cuidados e tratamentos adequados. Projetos que visam apoiar a saúde infantil e a prevenção de doenças respiratórias devem ser incentivados, promovendo um ambiente mais seguro para as crianças.

Jessica da Silva Avelino, ex-dançarina de 26 anos, enfrenta paralisia nas pernas após complicações de uma infecção causada por um furúnculo. Ela alerta sobre os riscos de manipular feridas sem orientação médica.

O Hospital Unimed Bauru expande seu setor de oncologia com a ampliação da Terapia Antineoplásica e uma nova estrutura para Transplante de Medula Óssea, totalizando 888,70 m². A iniciativa visa oferecer tratamentos mais avançados e humanizados, especialmente para crianças.

Crianças com malformações congênitas no Brasil enfrentam negligência devido à desinformação em saúde e à falta de reconhecimento da cirurgia craniomaxilofacial como prioridade. A escassez de profissionais qualificados e a ausência de protocolos adequados agravam a situação, resultando em atrasos no atendimento e sofrimento desnecessário. A cirurgiã Clarice Abreu destaca a urgência de campanhas informativas e valorização dessa especialidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

Estudos recentes revelam que a osteoporose pode começar na infância, com mais de noventa por cento da massa óssea adquirida até os vinte anos, ressaltando a importância de alimentação e atividade física desde cedo.

A endometriose afeta cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, com diagnóstico demorado e novos tratamentos disponíveis pelo SUS, como o DIU hormonal, promovendo avanços no cuidado à saúde feminina.

Uma nova vacina, ELI-002 2P, demonstrou eficácia em estimular o sistema imunológico contra mutações KRAS, oferecendo esperança a pacientes com câncer de pâncreas e intestino. O estudo, realizado por pesquisadores da UCLA e do Memorial Sloan Kettering, revelou que dois terços dos 25 pacientes tratados apresentaram respostas imunes significativas, resultando em sobrevida média de quase 29 meses. A vacina, que não requer personalização, pode facilitar o tratamento em larga escala, representando um avanço promissor na luta contra esses tipos de câncer.