Saúde e Ciência

Aumento da circulação do vírus sincicial respiratório exige atenção redobrada para bebês e crianças pequenas

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta sobre o aumento de casos de bronquiolite em crianças devido ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no outono, destacando a importância de vacinas e anticorpos monoclonais.

Atualizado em
May 7, 2025
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Com a chegada do outono e a diminuição das temperaturas, a circulação de vírus respiratórios, especialmente o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), aumenta, exigindo atenção dos pais. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou sobre um crescimento significativo de casos de bronquiolite e internações infantis por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em várias regiões do Brasil. O VSR é o principal responsável pela bronquiolite em bebês, uma infecção que pode evoluir rapidamente de leve para grave.

Os sintomas iniciais da bronquiolite são semelhantes aos de um resfriado comum. Os pais devem ficar atentos a sinais como nariz entupido, coriza, tosse persistente, espirros e febre, que pode ou não ocorrer. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em um período de oito a quinze dias. Contudo, em cerca de um terço dos bebês infectados, a condição pode se agravar entre o terceiro e o quinto dia, apresentando sinais de alerta como dificuldade para respirar, respiração rápida e ofegante, chiado no peito, queda da saturação de oxigênio e falta de apetite.

Nos casos mais graves, a bronquiolite pode resultar em complicações sérias, como desidratação, pneumonia, apneia, insuficiência respiratória e infecções bacterianas secundárias, como otite. Bebês com menos de três meses, prematuros ou com doenças como fibrose cística e displasia broncopulmonar estão entre os grupos de risco para essas complicações. O tratamento para a maioria dos casos leves pode ser feito em casa, com hidratação e controle da febre, mas casos mais graves podem exigir internação.

Desde dois mil e vinte e três, o Brasil disponibiliza a vacina Abrysvo, recomendada para gestantes, visando proteger os bebês desde o nascimento até os seis meses. A vacina está disponível na rede privada e há previsão de inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS). Para bebês do grupo de risco, o anticorpo monoclonal Palivizumabe pode ser administrado em cinco doses durante o outono e inverno. O Beyfortus, recentemente incorporado ao Programa Nacional de Imunização, fornece anticorpos prontos para combater o VSR, sem depender da resposta imunológica da criança.

Para prevenir a transmissão do VSR, recomenda-se evitar locais fechados e aglomerações com bebês, manter a higiene das mãos, não permitir que pessoas gripadas se aproximem e garantir que o calendário de vacinação esteja atualizado. Além disso, é importante higienizar brinquedos e objetos de uso frequente. O aumento da circulação do VSR exige atenção redobrada, especialmente em famílias com bebês pequenos.

Nessa situação, a união da sociedade pode fazer a diferença, ajudando a garantir que as famílias afetadas tenham acesso a cuidados e tratamentos adequados. Projetos que visam apoiar a saúde infantil e a prevenção de doenças respiratórias devem ser incentivados, promovendo um ambiente mais seguro para as crianças.

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