Aumento de 68% nas denúncias de abandono e maus-tratos a idosos no Distrito Federal revela a vulnerabilidade dessa população, com casos alarmantes de violência familiar e negligência. A Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Pessoa Idosa alerta para a importância da denúncia.

Nos últimos dois anos, o Distrito Federal registrou uma média de trinta e cinco denúncias diárias de abandono de idosos. Entre os casos mais alarmantes, destaca-se o resgate de uma mulher de oitenta e um anos e sua filha de cinquenta e dois, encontradas em condições degradantes no Setor Leste, Gama. O número total de denúncias saltou de sete mil seiscentas e noventa e três para doze mil novecentas e trinta e duas, representando um aumento de sessenta e oito por cento, conforme dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
A realidade de muitos idosos no DF é marcada pela falta de apoio familiar e institucional. A delegada Ângela Santos, da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Pessoa Idosa (Decrin), enfatiza que as violências frequentemente ocorrem no ambiente doméstico, sendo perpetradas por familiares próximos. Essa violência não se limita ao abandono físico, mas inclui humilhações, desvio de aposentadorias e negligência em cuidados médicos.
Um caso recente, ocorrido em junho na Asa Sul, ilustra essa problemática. Câmeras de segurança registraram um filho agredindo o pai de oitenta e cinco anos com um soco no rosto. O agressor foi indiciado por expor o idoso a perigo e humilhação, podendo enfrentar até seis anos de reclusão e multa. A delegada Santos alerta que filhos, netos e cônjuges estão entre os principais agressores, tornando a identificação de tais crimes ainda mais complexa.
Os crimes mais comuns contra idosos incluem maus-tratos, abandono e violência patrimonial. A dependência emocional pode abrir portas para outras formas de violência, como a física. Muitas vezes, a denúncia não parte da vítima, que pode sentir medo ou vergonha. A delegada reforça a importância da vigilância da comunidade, pedindo que vizinhos denunciem casos de violência contra idosos que presenciem.
O Estatuto do Idoso assegura direitos fundamentais, como acesso à saúde e dignidade, mas sua efetivação depende da disseminação de informações e da criação de uma rede de apoio. O advogado Rubens Pires destaca que o envelhecimento não torna os idosos frágeis, mas a falta de suporte familiar e comunitário pode torná-los vulneráveis a golpes, incluindo os virtuais, que têm se tornado cada vez mais comuns.
Além das violências físicas e patrimoniais, as agressões afetam a saúde emocional dos idosos, levando a um aumento do isolamento social. A psicóloga Isadora Araújo alerta que esse isolamento pode esconder violências ainda mais graves. O acolhimento psicológico é essencial para que os idosos encontrem um espaço de escuta e diálogo. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a proteção e o bem-estar dos idosos, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e respeitadas.

Squel Jorge, ícone do carnaval carioca, oferecerá oficinas gratuitas de bailado de porta-bandeira em dez locais do Rio de Janeiro, de maio a agosto, focando em mulheres a partir dos 14 anos, especialmente jovens negras e em vulnerabilidade social.

Em 2023, 26,7% da população brasileira vive em cidades com desenvolvimento baixo ou crítico, afetando 57 milhões de pessoas. O Amapá é o estado mais crítico, com 100% da população em condições insatisfatórias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.153, que garante CNH gratuita a candidatos do CadÚnico a partir de 11 de agosto de 2025, financiada por multas de trânsito. A medida visa facilitar a mobilidade de famílias de baixa renda.

Menos de 2% das crianças da metade mais pobre do Brasil conseguirão ascender aos 10% mais ricos, segundo o novo Atlas da Mobilidade Social, evidenciando a baixa mobilidade social e a precariedade educacional.

A Amazon Brasil, em parceria com a Rede Mulher Empreendedora, lançou a 5ª edição do programa "Decola Garota", que capacitará 150 mulheres empreendedoras. As inscrições vão até 18 de agosto.

Kyem Ferreiro, ativista trans negro, superou desafios na infância e se destacou em São Paulo, coordenando o IBRAT e co-idealizando a Marcha Transmasculina, que mobilizou milhares em prol dos direitos trans.