Belém do Pará enfrenta desafios logísticos para a COP30, com escassez de leitos e preços de hospedagem exorbitantes, enquanto busca soluções como navios-hotel e adaptações de escolas. A pressão sobre a infraestrutura local aumenta.

Belém do Pará se prepara para sediar a COP30, a conferência climática que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro. Este evento, que será realizado pela primeira vez no Brasil, destaca a relevância das florestas tropicais na agenda climática global. No entanto, a cidade enfrenta desafios significativos, como a escassez de leitos e o aumento exorbitante dos preços de hospedagem, o que levanta preocupações sobre a infraestrutura local.
Atualmente, Belém conta com cerca de 36 mil leitos disponíveis, enquanto a expectativa é de receber pelo menos 50 mil participantes. O governo brasileiro está buscando soluções para acomodar todos os delegados, incluindo a construção de novos hotéis e a adaptação de escolas públicas para funcionarem como albergues. Além disso, navios-hotel, como o MSC Seaview e o Costa Diadema, foram contratados para oferecer 3.900 cabines permanentemente atracadas no Terminal Portuário de Outeiro.
Essas embarcações, que ficarão ancoradas durante a conferência, visam reduzir a pegada de carbono ao evitar a construção de novas estruturas que poderiam ficar ociosas após o evento. A energia elétrica utilizada será fornecida pelo porto, minimizando as emissões durante o período de atracação. O secretário extraordinário para a COP30, Valter Correia, enfatizou que essa estratégia busca garantir a participação de nações com menos recursos econômicos, assegurando que todos os 198 países membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima possam participar efetivamente das negociações.
Entretanto, a pressão sobre a infraestrutura hoteleira e o sistema de transporte público da cidade tem gerado preocupações. O aeroporto de Belém pode enfrentar dificuldades para processar o volume de voos internacionais, mesmo após ampliações. Além disso, relatos de aumento exorbitante nos preços de hospedagem têm causado indignação entre os moradores, que enfrentam dificuldades para encontrar acomodações acessíveis durante o evento.
Os preços de diárias que costumavam ser de R$ 200,00 agora ultrapassam R$ 1.500,00, com casos extremos chegando a valores de até R$ 1 milhão. Essa especulação imobiliária tem gerado um cenário de exclusão para os moradores locais, que precisam de acomodações durante a conferência. Organizações sociais alertam para o risco de "gentrificação temporária", onde eventos de grande porte podem deslocar economicamente a população local, criando um paradoxo em meio às discussões sobre justiça climática.
Com a escolha de Belém como sede, a importância das florestas tropicais na agenda climática mundial é reforçada. No entanto, a situação atual evidencia a necessidade de um olhar mais atento às consequências sociais que eventos dessa magnitude podem gerar. Nessa perspectiva, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que garantam a inclusão e o bem-estar dos moradores locais durante a COP30.

Influenciador Felca lança vídeo "Adultização", alertando sobre os perigos da exposição infantil nas redes sociais e impulsionando projeto de lei que visa regular plataformas digitais para proteger menores.

A terceira edição da campanha Páscoa Solidária, promovida pelo GDF, distribuiu 450 cestas básicas e kits de chocolate para crianças em Ceilândia, promovendo alegria e solidariedade.

O Congresso Nacional derrubou vetos do presidente Lula sobre a lei de energia eólica offshore, prevendo um impacto de R$ 197 bilhões na conta de luz até 2050, evidenciando falhas no planejamento energético do Brasil.

O livro "Clara Pandolfo: uma cientista da Amazônia", de Murilo Fiuza de Melo, será lançado em setembro em Belém, ressaltando a importância de Clara na preservação da Amazônia e no manejo sustentável. A obra destaca como, em 1973, Clara idealizou o uso de imagens de satélite para monitorar o desmatamento, defendendo políticas que priorizassem a floresta e a renda local, desafiando a visão agropecuária da época. Suas ideias, esquecidas por décadas, foram parcialmente resgatadas em 2006 com a Lei de Gestão de Florestas Públicas.

Influenciadores destacam os riscos da "adultização" e exploração infantil nas redes sociais, após vídeo de Felca gerar indignação e clamor por proteção a menores online. A saúde mental dos jovens depende de ações efetivas.

A Casa Poéticas Negras da Flip, que começa em trinta de julho em Paraty, contará com a presença da escritora Eva Potiguara, vencedora do Prêmio Jabuti 2023, e do autor Andreone Medrado, representando a comunidade LGBTQIAPN+.