Meio Ambiente

BNDES aprova financiamento de R$ 345 milhões para construção de balsas e empurradores fluviais sustentáveis

O BNDES aprovou R$ 345 milhões para a Hermasa, visando construir 60 balsas e dois empurradores fluviais que podem reduzir em até 88,4% as emissões de CO2. O investimento, que gera 355 empregos, reforça a marinha mercante e a descarbonização.

Atualizado em
July 29, 2025
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Balsa transportando carretas navega pelo rio Amazonas, em frente ao Porto de Santana no Amapá (AP) - Lalo de Almeida - 20.dez.2014/Folhapress

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou, no dia 28 de julho, a aprovação de um financiamento de R$ 345 milhões para a empresa de logística Hermasa. O recurso será destinado à construção de sessenta balsas e dois empurradores fluviais, com o objetivo de promover a descarbonização do transporte fluvial no Brasil. As novas embarcações têm potencial para reduzir em até 88,4% as emissões anuais de CO2, principalmente pela diminuição do número de viagens e pela possibilidade de uso de biodiesel.

As balsas serão construídas em estaleiros da região Norte do país, com a produção de quarenta e seis balsas graneleiras do modelo Box, com capacidade de até 2.390 toneladas, e quatorze do modelo Raked, com capacidade de 2.200 toneladas. O BNDES estima que o projeto irá gerar 355 empregos na área do corredor logístico que abrange os rios Madeira e Amazonas, onde a Hermasa atua, sendo controlada pelo grupo agrícola Amaggi.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a aquisição das novas embarcações está alinhada com as expectativas de crescimento das exportações de grãos na região Norte nos próximos dez anos. Esse crescimento é resultado da ênfase que o governo do presidente Lula tem dado ao agronegócio e ao desenvolvimento regional. A capacidade de carga das novas embarcações deve aumentar em cerca de 35%, o que contribuirá para a redução do número de viagens necessárias.

O investimento total, que pode alcançar R$ 384 milhões, será financiado com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM), criado em mil novecentos e cinquenta e oito para desenvolver a indústria naval. Os recursos do FMM provêm de uma taxa sobre o frete, que incide principalmente sobre importações. O BNDES também ressaltou que o crédito visa fortalecer a marinha mercante nacional, uma das promessas do governo atual.

Desde o início de 2023, o governo já priorizou quase R$ 70 bilhões em recursos do FMM para projetos na indústria naval, um valor três vezes maior do que o aprovado entre dois mil e dezenove e dois mil e vinte e dois, que foi de R$ 22,7 bilhões. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que essa mudança reflete a nova abordagem do governo em relação ao setor.

Além disso, o financiamento faz parte da iniciativa BNDES Azul, que visa a descarbonização da frota naval e da infraestrutura portuária. Projetos como o da Hermasa são fundamentais para a sustentabilidade do transporte fluvial no Brasil. A união da sociedade civil pode ser um grande impulso para iniciativas que buscam promover a inovação e a sustentabilidade na indústria naval.

Folha de São Paulo
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