Saúde e Ciência

Brasil registra duas semanas sem novos casos de sarampo após surto no Tocantins e reforça vacinação na fronteira

Após um surto de sarampo no Tocantins, o Brasil não registrou novos casos em duas semanas. O Ministério da Saúde enviou vacinas e implementou a dose zero para crianças em áreas vulneráveis.

Atualizado em
August 21, 2025
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Vacinação contra o sarampo no Tocantins. — Foto: Divulgação/MS

Após um surto de sarampo em Tocantins, o Brasil não registrou novos casos da doença nas últimas duas semanas, conforme informou o Ministério da Saúde. Na cidade de Campos Lindos, onde foram confirmados dezoito casos, não houve novos diagnósticos desde o dia seis deste mês. Atualmente, não há transmissão sustentada do vírus no país. O surto teve início com casos importados da Bolívia, onde indivíduos contaminados retornaram ao Brasil.

A comunidade afetada, identificada como uma pequena comunidade ortodoxa russa, apresenta resistência à vacinação, conforme relatou a pasta. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) destacou que, até o dia oito, dez países das Américas notificaram surtos de sarampo, com um aumento de trinta e quatro vezes em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo a Bolívia um dos principais focos.

Em resposta à situação, o Ministério da Saúde enviou seiscentas e sessenta mil doses da vacina para a Bolívia e organizou um dia D de vacinação em cidades do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, que fazem fronteira com o país vizinho. Aproximadamente três mil pessoas foram imunizadas. Além disso, mais de setenta e quatro mil doses foram disponibilizadas para o Tocantins, e municípios do Maranhão também receberam reforço na vacinação.

Uma nova estratégia, chamada de dose zero, foi implementada, oferecendo uma dose extra da vacina para crianças de seis meses a onze meses e vinte e nove dias. Essa medida é aplicada em estados considerados vulneráveis, como Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins. Em São Paulo, a dose zero é recomendada para as Regiões Metropolitanas da capital, Campinas e Baixada Santista.

Até o momento, mais de oitenta e duas mil doses zero já foram aplicadas. O Ministério da Saúde enfatiza que a vacinação é a medida mais eficaz para conter o sarampo. Neste ano, a cobertura vacinal da primeira dose ultrapassou noventa por cento, mas a segunda dose alcançou apenas setenta e dois por cento do público-alvo. O Brasil oferece vacinação gratuita para pessoas mais velhas que não foram vacinadas.

O país havia recuperado o certificado de país livre de sarampo, rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) em 2022, após surtos em 2018 e 2019. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, alertou que casos importados são esperados devido à circulação do vírus em países vizinhos. Em situações como essa, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a saúde e a vacinação, ajudando a proteger as comunidades mais vulneráveis.

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