A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.159/2021, que institui a Licença Ambiental Especial e o autolicenciamento, provocando reações negativas entre ambientalistas e especialistas. A medida é vista como um retrocesso nas políticas ambientais brasileiras, comprometendo a legislação e a imagem do país na COP30.

Na madrugada de 17 de julho de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.159/2021, conhecido como "PL do Licenciamento". Ambientalistas consideram essa aprovação um "crime histórico", afirmando que ela compromete as políticas ambientais do Brasil, estabelecidas desde o fim da ditadura. O projeto foi aprovado por 231 deputados, apesar dos apelos da comunidade científica e de organizações não governamentais.
Entre as principais mudanças, destaca-se a criação da Licença Ambiental Especial (LAE), que permite a concessão de licenças ambientais para grandes empreendimentos em uma única etapa. Além disso, o projeto institui o autolicenciamento, o que gera preocupações sobre a fiscalização e o controle ambiental. A votação foi conduzida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, que impediu tentativas de obstrução por parte de alguns partidos.
A aprovação do PL do Licenciamento ocorre em um contexto de crescente exploração de recursos naturais, como a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Essa situação levanta questões sobre a capacidade do governo de manter sua agenda ambiental, especialmente com a aproximação da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A nova legislação é vista como uma afronta à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e ao esforço do governo em promover uma imagem ambientalmente responsável.
Pedro Ivo Batista, dirigente da Associação Terrazul, critica a contradição interna do governo, que busca um desenvolvimento sustentável, mas se alia a setores que favorecem o agronegócio predatório. Para ele, o Brasil pode chegar à COP30 com uma imagem negativa, comprometendo sua liderança nas questões climáticas. Suely Araújo, do Observatório do Clima, classifica a nova lei como o maior retrocesso na política ambiental brasileira em mais de quatro décadas.
Os deputados que se opuseram ao projeto alertam que a aprovação pode resultar em mais desmatamento e conflitos socioambientais. Nilto Tatto, um dos deputados que votaram contra, destaca que a base governista no Congresso está dividida e muitas vezes age de forma hostil ao governo. Ele enfatiza a urgência de manter uma legislação ambiental robusta, especialmente em um momento em que o Brasil busca se afirmar como uma potência ambiental.
Com a aprovação do PL do Licenciamento, a necessidade de mobilização da sociedade civil se torna evidente. Projetos que visam proteger o meio ambiente e apoiar comunidades afetadas por essas mudanças devem ser incentivados. A união em torno de causas ambientais pode fazer a diferença em um momento tão crítico para a legislação e a política ambiental no Brasil.

Papa Francisco destaca a urgência da "conversão ecológica" na Laudato Si’. A encíclica, que une questões ambientais e sociais, é crucial para a próxima Conferência do Clima no Brasil.

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) solicita estudos adicionais e medidas de proteção antes da exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, destacando a relevância ecológica da região. A Petrobras, com apoio do governo, busca licença ambiental, enquanto ambientalistas se opõem à atividade, que pode impactar ecossistemas sensíveis e modos de vida locais.

O Instituto Talanoa revelou a estrutura da presidência brasileira da COP30, destacando a inclusão de moradores da Amazônia e a diversidade de atores nas negociações. O evento promete uma abordagem inovadora e colaborativa.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro revelou dados alarmantes sobre o clima em 2025, com fevereiro sendo o mais seco em quase 30 anos e temperaturas médias de 38,5°C.

Evento em Petrolina discute o legado socioambiental do Projeto de Integração do Rio São Francisco, destacando avanços na gestão ambiental e o impacto positivo em 12 milhões de pessoas em 390 municípios. A iniciativa, promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reúne especialistas para debater ações de conservação e desenvolvimento sustentável.

A Bloomberg Philanthropies anunciou um investimento de US$ 6,8 milhões para a proteção dos ecossistemas marinhos no Brasil, destacando sua importância na meta global de 30% de oceanos protegidos até 2030. O apoio financeiro visa fortalecer a conservação marinha e será operacionalizado em parceria com diversas organizações ambientais, promovendo ações como restauração de manguezais e pesca sustentável. O anúncio ocorre um dia antes da Conferência da ONU sobre os Oceanos (UNOC3) em Nice, onde se espera a aprovação da "Declaração de Nice" e a ratificação de um tratado global para a proteção de habitats marinhos em águas internacionais.